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Nota sobre saúde, nota sobre a minha história.

Decidi compartilhar para que mais pessoas busquem ajuda
Durante toda a minha vida, achei que eu fosse fraca para dores. Desde a minha primeira menstruação, sofro com cólicas, tendo que ir, por muitas vezes, ao Pronto Socorro para ser medicada às pressas. Eu não entendia porque eu não suportava aquela dor, já que com a maioria das meninas que eu conhecia, ainda que sofressem, não era dessa forma. Eu não sabia explicar exatamente o lugar da dor. Começava no útero, mas ia para as costas, pernas, intestino etc. Era insuportável e todo mês, antes de menstruar, eu ficava apavorada. Passei todo esse tempo indo a médicos, fazendo exames. Nada! “É só cólica menstrual”, “Toda mulher tem isso”, “Você tem que ser mais forte” etc. Como ser mais forte se até o corpo desligava?

Depois dos vinte e cinco anos, as dores deram uma trégua, mas as cólicas voltaram com tudo após os 30. Tenho 34. Busquei vários médicos e eu dava todas as dicas: tenho dor fortíssima em meu intestino e, durante a menstruação, ela fica insuportável. Invalida-me. Sinto dores abdominais, sinto sempre os três mesmos pontos em meu abdômen, além do intestino. Bateria de exames e nada. Ginecologistas e gastros diziam a mesma coisa: seus exames estão perfeitos, você está bem! Alguns diziam: deve ser emocional.

Certa vez, uma médica me disse: isso está com cara de endometriose, mas o seu convênio não cobre o tratamento e nem os exames. Opa! Descobri que os diversos exames que havia feito não detectavam a tal endometriose. Disse ainda: tome anticoncepcional e, se melhorar, deixa assim.

No ano passado, 2016, tive uma forte dor abdominal e busquei a ajuda de médicos especializados nessa tal de endometriose. O que é isso, afinal? Paguei  médicos e exames caríssimos, e descobri um nódulo em meu intestino. Exatamente onde eu reclamava de dor. A médica, então, me alertou: você tem endometriose profunda, mas não temos outra forma de detectar como está o seu abdômen, senão pela cirurgia. O custo da cirurgia é demasiadamente salgado, pois envolve duas equipes médicas: ginecológica e gastrointestinal. Nesse mesmo momento, fiz um convênio melhor, que cobria boa parte dos profissionais que eu precisava. Ainda bem que descobri a essa altura da vida! Como custearia tudo isso com vinte e poucos anos, sem a ajuda de familiares e amigos? A frase que não sai da minha cabeça: Como é possível não existir tratamento para quem não pode pagar?

Bom, de lá para cá, as dores se intensificaram e eu tive que tomar ainda mais providências. Os médicos, a princípio, queriam remover o útero e 15 cm do intestino. Eu comecei a estudar sobre a doença e busquei outros profissionais, menos radicais. Descobri que a remoção do útero não elimina a doença que, aliás, não tem cura, mas ainda bem, tem tratamento. Descobri que, dependendo da posição e do tamanho do nódulo, não é necessário remover 15 cm de intestino. Comecei a levar as coisas com mais calma, sempre buscando ajuda. Que providências tomei?

Minha cirurgia foi marcada para 26 de junho. Até lá, eu deveria manter a calma e cumprir com todas as minhas obrigações: sou professora, faço doutorado e tenho uma agência de publicidade. Também acredito que muito das nossas doenças são provocadas pelo emocional. Então, busquei me cuidar e mudar o que eu pude na minha vida.

De fevereiro (2017) para cá (julho), resolvi:

  1. Mudar a minha alimentação: diminuí o consumo de carne de boi, porco e frango, e incluí mais vegetal. Continuo consumindo carne, mas com bem menos frequência e quantidade. Troquei o possível por farinha integral e inclui frutas na dieta (nunca tive o hábito). Até passei a frequentar feira! Diminuí bebida alcoólica – sim, sou chegada a uma cachacinha, opa! Resultado: emagreci 4 kg em 3 meses.
  2. Trabalhar de casa: para isso, tive que abrir mão de muitas coisas relacionadas à agência de publicidade. Fechamos a sala no centro da cidade e tomei a decisão de não abraçar o mundo nessa área. Não foi fácil para mim. Resultado: por que não fiz isso antes?
  3. Cozinhar para mim: durante a semana, faço o meu almoço, chás e cuido de minha saúde. Fica mais fácil quando se está em casa. Desde os meus 18 anos de idade, me alimentava na rua por falta de tempo. Resultado: sinto-me mais leve e saudável.
  4. Cuidar da fé: não tenho religião definida, mas respeito e compartilho da maioria. Busquei ajuda e recebi de diversos amigos. Isso ajudou a manter a minha fé, que estava totalmente abalada. Eu tinha muito medo da cirurgia. Resultado: equilíbrio.
  5. Aproximar os amigos mais queridos: aqueles que não falam dos outros, que gostam de cozinhar, cantar, brincar. Eu já estava trabalhando nisso há anos, mas esse último ano foi o ápice. Resultado: mais amor e alegria.
  6. Afastar pessoas negativas: essencial quando se está fragilizado. Não é ser egoísta, aprendi isso, é preservar a saúde para depois poder ajudar. Mas, também tem gente ruim no mundo, e esses devem estar bem longe. Resultado: passo menos nervoso.
  7. Toquei e cantei mais: reuni os amigos para fazer uma das coisas que eu mais gosto: tocar violão e cantar. Para isso, montei uma pasta de músicas sertanejas e foi a melhor coisa que fiz nesse ponto. Resultado: peito cheio de alegria.
  8. Frequentei mais a casa da minha avó: antes, se eu parava uma tarde para isso, eu me sentia culpada por não estar trabalhando. Olha, para quem trabalha quase todos os dias nos 3 períodos, não parar para ver a vó é que deveria ser motivo para culpa! Resultado: felicidade e recebimento de carinho.
  9. Participei mais da família: receber e dar mais carinho. Estar mais com os meus sobrinhos que eu tanto amo! Resultado: mais amor.
  10. Arrumei a casa: aos poucos, eliminei tudo o que não usava em minha casa. Resultado: sensação de limpeza, leveza e organização.
  11. Olhei mais para mim: sem me preocupar com o que os outros estão pensando. Se eu tenho que dizer não, direi. Melhor do que fazer de mal grado e acumular sensação ruim.
  12. Arrumei uma cachorra para fazer companhia: é uma das coisas mais incríveis da vida. É uma vida que te dá muito amor sem você esperar. É ter motivos para voltar para casa feliz e deixá-la querendo voltar. Eu não ficava na minha casa, eu não ocupava o meu espaço. Eu não sabia, mas isso me fazia muito mal. Resultado: nem preciso falar!
  13. Cuidei da parte psicológica: busquei entender mais sobre meditação, técnicas de respiração etc. Resultado: mais autocontrole em momentos tensos.
  14. Passei 2 meses na casa da minha mãe: para sentir proteção quando estava apavorada. Resultado: fiquei mais forte!
  15. Pratiquei pilates e reeducação postural.
  16. Mandei até fazer uma plaquinha para não pressionar os dentes, o que me trazia dores no maxilar e cabeça.

 

Ufa! Acho que eu nunca havia olhado para mim, não dessa forma, com cuidado!

Todas essas mudanças, e mais algumas que eu não me recordo agora, me fortaleceram para que eu chegasse à cirurgia mais confiante e em paz. Com menos dores abdominais, na coluna etc.

Ela aconteceu, durou quase 5 horas e foi um sucesso. Ainda que eu tenha removido um pedaço do intestino, foi bem menos que 15 cm: 4,5. Tirei lesões exatamente dos lugares que eu mostrava aos médicos: um pedacinho do ovário, nódulo na bexiga e canal urinário. Fiquei 4 dias no hospital me recuperando, mas me recuperei muito bem! Tão bem que o médico disse que  eu poderia me alimentar só dois dias após o procedimento, mas duas horas depois, eu já tomava um café com leite e, no dia seguinte, arroz e carne branca. Hoje, completo 10 dias e me sinto ótima! Revisada! Modificada “de corpo e alma”. E eu tenho muito a agradecer, a todos os amigos e familiares que ficaram do meu lado, todos eles sabem que me ajudaram de alguma forma. Mas gostaria, especialmente, de agradecer a duas grandes mulheres que se doaram fisicamente e psicologicamente para me ver bem: Bruna Bellotto ❤ e Solange Postali, minha mãe. É impossível descrever o sentimento de gratidão! Outros amigos me ajudaram demais, demais mesmo! Eles sabem e eu sou eternamente grata por isso. Entendi um pouco mais sobre o que é a vida e as relações humanas. Sou grata por ter pessoas tão especiais em meu caminho.

Enfim, descobri que eu não era fraca para dor, mas sim muito forte! Aguentei isso por mais de 30 anos! Portanto, se você é mulher e sente essas dores, procure especialistas o quanto antes! Se tratar com tempo, talvez nem precise da cirurgia. Se o seu corpo te dá sinais de dor, de que algo está errado, ele é que está certo! Insista com os médicos! Se o médico diz algo que você não concorda plenamente, busque informações e outros profissionais. Mas, lembre-se: se falar com pessoas que tiveram ou têm os mesmos sintomas, cada corpo é um, cada caso é um. Não se apavore e evite apavorar os outros.

Endometriose é algo sério e precisa ser tratado. Infelizmente, o diagnóstico ainda leva anos e depende muito mais de nossa insistência com os médicos e aqueles que estão a nossa volta. Não deixe para depois.

Resolvi escrever este relato para compartilhar, pois só quem tem sabe o quanto é difícil achar informações sobre. Apavoramo-nos porque não encontramos as causas e cura, justamente porque é algo relativamente novo para a medicina. Eu e meu médico apostamos que uma das causas são os alimentos modificados. Mas a ciência ainda não provou. Na dúvida, se alimente bem e mude o que for possível para uma vida mais saudável e mais focada em você.

Thífani Postali

 

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Cobertura – Lançamento de livro

rtigos publicados no Cruzeiro viram livro

07/12/16 | Equipe Online – online@jcruzeiro.com.br

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Lançamento de Livro

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Artigo utilizado em exame de seleção

O artigo “Mude! A sociedade do Consumo”, foi utilizado na prova para o Exame de seleção de estagiários para prática forense e de organização judiciária – Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro – 2015.

Link do exame:  http://download.rj.gov.br/documentos/10112/1446134/DLFE-80812.pdf/35ExamedeSelecaoEstagioPGE2015.pdf

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Prefácio: Lixeiro que somos

imagens     Olhar  para além da visão coletiva se tornou um desafio  contemporâneo, principalmente nas grandes cidades que, frenéticas e cheias de informações, muitas vezes, não permitem que cidadãos observem assuntos do dia-a-dia de modo diferente. Todavia, algumas pessoas conseguem se livrar desse condicionamento social, apresentando ideias e conteúdos até então invisíveis para uma boa parcela de pessoas.

            É o que fizeram Flavia Solange Correa, Larissa Pessoa de Carvalho e Sabrina Souza ao terem a sensibilidade e a grandeza de produzir este livro reportagem, abordando o dia-a-dia dos coletores de lixo das cidades de Votorantim e Sorocaba, especialmente, a segunda que recentemente (2014) se tornou sede de Região Metropolitana.

            Ouso dizer que o ponto mais importante desta obra é o fazer jornalismo em seu ofício mais nobre: dar vez e voz àqueles que por diversos motivos não são vistos pela grande maioria. Com este trabalho, as autoras dissolvem o estereótipo dos coletores, apresentando inúmeros tópicos que dão vida aos que são tidos como meras peças do caminhão de lixo. Cabe salientar que o estereótipo pode ser entendido como uma maneira de simplificar a visão sobre o mundo. Desde sempre os seres humanos encontraram maneiras para categorizar objetos e acabaram aplicando isso às sociedades. Logo, quando nos referimos aos povos chineses temos uma ideia preconcebida sobre a aparência das pessoas e modos de vida, do mesmo jeito que também temos ideias padronizadas sobre os diferentes povos africanos, europeus, entre outros de diversas etnias.

            Ocorre que, dentro de nossa própria sociedade, também temos os grupos estereotipados que, ao longo do tempo, tiveram suas imagens construídas a partir do externo. Afinal, quem é o coletor de lixo? Bem, do ponto de vista estereotipado, pode ser o “lixeiro”, a pessoa “que merece estar no lixo”, o “vagabundo”, “o sujo”, que é visto como serviçal. Do ponto de vista científico, humano, justo e sensível de Flavia Solange Correa, Larissa Pessoa de Carvalho e Sabrina Souza, é o Job Ribeiro da Silva, que de forma humilde e nobre, guarda os brinquedos para crianças carentes; é o Luiz Fernando que não se conforma em encontrar um ser humano jogado no lixo ou, ainda, Seu Dirceu que não entende como várias pessoas conseguem desfazer dos corpos de seus animais de estimação através do lixo. São pais, filhos, maridos, amigos, cidadãos e trabalhadores fundamentais para o funcionamento da cidade.

            Assim, como as autoras esclarecem no decorrer da obra a partir de Tônia Amanda Paz dos Santos, lixeiro é quem produz lixo. Logo,  o ofício do coletor de lixo é cuidar, de forma heroica, da sujeira criada pelos lixeiros.

            Entretanto, o estudo apresenta claramente que falta muito para que a sociedade se conscientize dessa realidade. No capítulo “Ei Vagabundo”, podemos observar inúmeras formas de preconceito direcionadas aos trabalhadores, que sentem diariamente o peso de sua profissão, tanto nas tarefas que têm que cumprir e provocam um grande desgaste físico, quanto no desprezo e desrespeito que sofrem por parte da população.

      Desrespeitados por alguns, invisíveis para muitos e visíveis e valorizados por outros que, por proximidade, reconhecimento e respeito colaboram para que essa situação seja invertida e lutam para que esses trabalhadores tenham suas identidades apreciadas por todos, a partir do reconhecimento do quão importante são para a vida coletiva, as pesquisas e considerações das autoras contribuem de forma primordial para os estudos de comunicação social e para a promoção da cidadania.

TCC curso de jornalismo de  Flávia Corrêa, Larissa PessoaSabrina Souza. dezembro, 2014.

[Obrigada pelo convite, meninas!].

Colóquio O Viés da Comunicação e Lançamento de Mídia & Cidade

Nescapa Mídia & cidadeta segunda-feira (dia 3),  aconteceu o colóquio “O viés da comunicação: Cidade_imagem_tecnologia”, promovido pelo grupo de pesquisa Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais (MIDCID), do Mestrado em Comunicação e Cultura. O colóquio teve a participação de de Francisco Elinaldo Teixeira (UNICAMP). Ocorreu também o lançamento do E-book Mídia & cidade, resultado das pesquisas em parceria com os integrantes do MidCid.


A pichação e outras inscrições como canal popular de comunicação urbana

Thífani Postali
Paulo Celso da Silva

Livro – capítulo Mídia e Cidade MidCid 2014

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XII ALAIC, Lima, Peru – 2014.

IMG_3527Os professores Paulo Celso da Silva e Míriam Cristina Carlos Silva, do Programa de Mestrado em Comunicação e Cultura, e a professora Thífani Postali, da Graduação, participarão do XII Congresso da Associação Latino Americana de Investigadores da Comunicação, que será realizado a partir desta quarta-feira (06), em Lima, Peru.

Paulo Celso, que coordena o Mestrado, apresentará o trabalho desenvolvido com a professora Monica Martinez sobre “Fenomenologia: O uso do método em Comunicação”, enquanto a professora Míriam participará com o estudo “O Infiltrado: Narrativas midiáticas e uma poética antropofágica”. Thífani Postali, também mestra em Comunicação pela Uniso, por sua vez, fará a exposição do trabalho “Processo folkcomunicacional: a tradução cultural do hip hop no Brasil”.

Os professores Paulo Celso e Thífani Postali também apresentarão o livro “Cidade e Comunicação: a miopia sobre o mundo e outros textos”, lançado em março, que reúne material veiculado em diversas publicações, como o Jornal Cruzeiro do Sul, e outros textos inéditos, sobre temas como música, arte, turismo, publicidade e política.

O congresso prosseguirá até sexta-feira (08) e debaterá o tema “Pensamento crítico latinoamericano e os desafios da atualidade”. Mais informações: http://www.alaic.org/2014/xiicongresso.
Fonte: uniso.br

Entrevista – Jorna Bom Dia sorocaba

Bom Dia

Professores da Uniso lançam livro sobre comunicação

Notícia publicada na edição de 14/03/14 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 005 do caderno C – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

Por Maíra Fernandes  maira.fernandes@jcruzeiro.com.br

Temas da contemporaneidade como o uso das redes sociais, o trânsito nas cidades, a arte urbana, entre outros que fazem parte da vida cotidiana das pessoas, constam no livro Cidade e comunicação: a miopia sobre o mundo e outros textos, que os professores da Universidade de Sorocaba (Uniso), Thífani Postali e Paulo Celso da Silva lançam amanhã, no Chalé Francês. A entrada é gratuita.

O livro, que sai pela Paco Editorial, é um compilado de textos que foram publicados no jornal Cruzeiro do Sul, mesclados a uma produção inédita dos professores, e trazem a cidade e a comunicação como proposta central do debate que abre várias frentes de discussões: No trânsito somos todos estrangeiros; Manifesto para manifestar-se e A força do capital erótico; por exemplo, são alguns dos títulos de autoria de Paulo Celso da Silva no livro. Já O facebook e os muros das grandes cidades; Além das campanhas da Coca-Cola e O hip hop mudou a minha vida, foram os textos produzidos por Thífani e constam nessa seleção que conta com mais de 30 títulos.

O nome do livro foi inspirado em um dos artigos produzidos em conjunto, A miopia sobre o mundo e do outro, uma metáfora sobre a impossibilidade de se enxergar a realidade com clareza, diante de tantas informações. “Daí a proposta de lançar uma nova visão sobre o mundo, em especial, sobre os assuntos que permeiam a vida em sociedade”, defende Thífani. Mestre em comunicação e cultura, é ela também quem explica a naturalidade da opção em lançarem uma obra juntos, já que sua produção de artigos sempre esteve vinculada ao Paulo Celso, doutor em geografia humana e que foi seu professor na graduação e orientador no mestrado. “Desde essa época (2009), peço orientações, opiniões e debato os assuntos com ele. A obra materializa essa produção em conjunto, pois parte dos artigos possuem o olhar de ambos”, conta. Além da academia, os professores também têm em comum o gosto pela música e, no lançamento de logo mais, o público poderá conferir uma performance musical dos dois também.

Leve mas intenso

“A ideia é fazer com que as reflexões saiam do círculo acadêmico e alcancem outros públicos. O retorno é gratificante, pois recebo comentários e ampliações das reflexões por e-mail, redes sociais e até publicações em blogs diversos, de pessoas que leram e se identificaram com o conteúdo”, fala Thífani, sobre a experiência com a produção de textos menos acadêmicos, mas não menos questionadores, e escritos de forma sucinta, bem menores e mais objetivos do que as costumeiras produções acadêmicas.

“O texto mais conciso é também mais dinâmico, rápido. Faz com que a ideias sejam recebidas com uma velocidade diferente pelo leitor. E ele responde nessa velocidade também, usando o site do jornal, os e-mails que constam nas matérias. Diferente de um livro que primeiro passa pela editora”, defende também Paulo Celso.

Sobre essa questão, a também professora da Uniso, Míriam Cris Carlos que é quem assina o prefácio da obra, reforça que os textos até podem parecer leves, mas são reflexos de pesquisas de fôlego de ambos. “Paulo Celso da Silva e Thífani Postali, neste livro, materializam aquilo que considero como papel fundamental da academia, a construção colaborativa do conhecimento, da crítica, de olhares múltiplos sobre o universo que nos cerca e, especialmente, sobre as realidades que nos chegam, recortadas pelas mídias. Eles nos fazem lembrar que os meios de comunicação oferecem realidades parciais, signos e aspectos de culturas multifacetadas, por nós assimilados e reproduzidos sem que compreendamos devidamente”, defende Míriam sobre o trabalho dos professores que responderam às questões do jornal Cruzeiro do Sul que seguem abaixo:

Entrevista

Paulo Celso, de acordo com seus textos sobre as cidades, gostaria de saber qual seu olhar sobre Sorocaba, e a importância de incitar no outro esse olhar?

Paulo Celso: A cidade é um grande texto para ser lido e relido no cotidiano. Toda alteração, por pequena que seja, altera tal leitura. Sorocaba tem características bastante interessantes para observar, estudar e socializar ideias. Sempre que ouço alguém falar : “quando chegarmos a um milhão de habitantes…” , fico imaginando que dificuldades toda essa gente terá para viver e conviver nos espaços da cidade. Precisamos desenvolvimento, em todos os níveis, e não crescimento. Se na Alemanha diziam, na idade média, que “o ar da cidade liberta”, queremos esse ar para Sorocaba. Mas isso é uma construção diária de todos nós.

Thífani, suas pesquisas são retratadas no livro como uma tentativa de leitura da contemporaneidade. Qual sua leitura desse momento, principalmente da comunicação que vem das periferias da cidade, sob a forma de música, grafite e manifestações a partir das redes sociais?

Thífani Postali: A vida em sociedade apresenta discursos diversos entre os grupos considerados dominantes e dominados. Os discursos dominantes ocupam os principais veículos de comunicação, definindo aquilo que deve ou não ser dito. Logo as nossas referências sobre o que é certo ou errado, bonito ou feio, o que vale e o que não vale, vem de um conjunto ideológico pré-estabelecido, não restando meios para que discursos diferentes ocupem o mesmo canal. Desta forma, os grupos dominados procuram outras formas de comunicar seus anseios, suas ideias e vontades, e é por meio das manifestações culturais que conseguimos obter acesso a essas informações, seja num discurso de rap, num grafite, frases pichadas e até a marcação de nomes e símbolos que tem como função marcar o território urbano e mostrar ser parte desse universo. Essas manifestações, principalmente as que apresentam discursos críticos-sociais, têm sua importância em estabelecer outro olhar sobre a vida em sociedade, de modo que dão “voz” aos grupos excluídos.

Qual o papel da mídia nessa leitura contemporânea do mundo? Como ser crítico mediante tantas informações ?

Paulo Celso: A informação é uma ferramenta muito importante para viver a urbanidade. Porém, é necessário que os que habitam essa urbe tenham seus próprios filtros, que sejam capazes de transformar tais informações em conhecimentos e ações, caso contrário é ruído e não traz benefícios. A crítica vem do constante exercício da reflexão, de propor perguntas para a realidade imediata, de buscar comparações entre o existente e o imaginado.

Serviço

O lançamento acontece amanhã, das 17h às 21h, no Chalé Francês, localizado na Praça Maylasky, Centro, em frente à Estação Ferroviária. A entrada é gratuita. A obra pode ser encontrada nos sites da Livrarias Cultura, Saraiva, além da Paco Editorial, com média de preço a R$ 38.

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Professores lançam livro no dia 15

Capa_Cidade_e_Comunicação_a_Miopia_2Notícia publicada no Úniso Notícias, de março/2013.

Um novo olhar sobre assuntos relacionados ao cotidiano do cidadão comum é a proposta do livro “Cidade e Comunicação: A miopia sobre o mundo e outros textos”, que está sendo lançado pelos professores Thífani Postali e Paulo Celso da Silva.

A obra reúne material veiculado em diversas publicações, como o Jornal Cruzeiro do Sul, e outros textos inéditos. Alguns artigos se detêm sobre a realidade do cidadão sorocabano e abordam temas como música, arte, turismo, publicidade e política. “Escolhemos assuntos do cotidiano para nossa reflexão. O livro também sai do círculo acadêmico ‘natural’ para chegar a outros públicos”, afirma Paulo, que é Doutor em Geografia e Coordenador do Mestrado em Comunicação e Cultura da Uniso.

A referência à miopia, no título, é uma metáfora sobre a impossibilidade de se enxergar a realidade com clareza, daí a proposta do livro, de lançar uma nova visão sobre o mundo. “Os temas são tratados na perspectiva da comunicação e da cultura. Desta forma, procuramos apresentar outro modo para se pensar um mesmo assunto”, destaca Thífani, Mestra em Comunicação e Cultura.

O lançamento será no dia 15 de março, das 17h às 20h, no Chalé Francês, localizado na Praça Maylasky, Centro, em frente à Estação Ferroviária.

Link: http://www.uniso.br/noticias/NotCompleta.aspx?noticia=3911
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Programa Ipa Brasil – 27-02-2014

Produção: Thífani Postali
Apresentação: Renata Moeckel

Veiculado na rádio Ipanema 91,1 – Sorocaba-Votorantim, aos domingos, das 9h às 10h,
o programa apresenta músicas e comentários a partir dos olhares da comunicação e cultura.

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Artigo publicado em livro didático

Imagem livro didáticoTitulo da obra: Nos Dias de Hoje – Geografia – 8º Ano
Autor: Ortega, Ligia; Ortega, Ligia; Giardino, Cláudio; Giardino, Cláudio; Braga Chianca, Rosaly; Braga Chianca, Rosaly
Editora: Leya Brasil
Categoria: Didáticos / 6º ao 9º Ano

Título do artigo: Norman Rockwell além das campanhas da Coca-Cola. Thífani Postali
páginas 197 e 198.

Esta obra expressa a intensa e sempre construtiva troca de ideias com outros pro?ssionais da educação, nas mais diversas situações da vida escolar, sobre o ensinar Geogra?a e, principalmente, sobre a possibilidade de desenvolver uma aprendizagem que possibilite ao aluno ler e compreender os lugares, o país e o mundo em que vive

Apresentação da obra pela editora:
http://pnld2014.leya.com.br/livrodigital/ndh/geografia/8/index.html#/6/

Ficha completa do livro:

I.S.B.N.: 9788581810775

Cód. Barras: 9788581810775

Reduzido: 4292662

Altura: 27,5 cm.

Largura: 20,5 cm.

Profundidade: 1,5 cm.

Acabamento : Brochura

Edição : 1 / 2012

Idioma : Português

País de Origem : Brasil

Número de Paginas : 304

Grau : Ensino Fundamental

Ano : OITAVO(A)

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Divulgação da obra – Folha de Campinas

Publicado em 07/1/14 • Categoria – Let’s Play
POR: J. PETTERMAN

Música, Galiza e Livros

O ano mal começou e as novidades estão à solta.

A primeira delas é a escolha de Santiago de Compostela, ( aquela do Caminho revelador que o Paulo Coelho percorreu ) para sede da Womex 2014– a maior feira de música independente do mundo .

A cidade fica na Galiza, norte da Espanha e local de nascimento da Língua Portuguesa. Sim, isso mesmo, falamos galego-português e não sabíamos e tem gente que vai para lá e acha que os galegos falam portunhol.  Está na hora de conhecer a história!!!

Compostela foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO pela arquitetura extraordinária e bem preservada de sua bela parte velha,  e tem sido um importante ponto de encontro de fé, de pensar e de intercâmbio cultural desde a Idade Média, refletida também pela sua prestigiada universidade fundada no século 15.

Situado no extremo ocidental da Europa do Sul, Santiago de Compostela é a capital da Galiza, famosa por suas colinas verdejantes e costa selvagem banhada pelo Oceano Atlântico; suas antigas tradições, sua língua nativa falada, da Galiza, a sua cozinha extraordinária – e, é claro, a sua música.

A feira ocorrerá de 22 a 26 de outubro, fique atento e se puder, vá!  http://www.womex.com/

Outra novidade é o lançamento do livro “A Miopia sobre o Mundo e outros Textos, dos acadêmicos da Universidade de Sorocaba, Thífani Postali e Paulo Celso da Silva. Em breve nas melhores prateleiras do ramo.

E outro lançamento que não traz tanta novidade assim é o “Beatles em tudo“,  do jornalista e editor do blog Beatles College ,  João Resende. Os fã(naticos) beatlemaníacos não vão achar nada de novo, mas as novas gerações podem garimpar e descobrir que muita coisa ainda gira em torno dos 4 rapazes de Liverpool, mesmo 40 anos depois de extinta a banda.

Rick Furlani, o guitarrista rock de Campinas está de malas e guitarras prontas para embarcar para os EUA, onde tocará na Feira NAMM SHOW, de Los Angeles. Os gringos terão a chance de ouvir em primeira mão o novo CD “FUZZ UP,que contou com participações muito especiais como o renomado baixista Philip Bynoe (Steve Vai, Kevin Eubanks and The Tonight Show Band, Dorian Holley (Michael Jackson), Slash, Charlie Farren, e Tony MacAlpine) e do baterista Sandro Feliciano (EUA). Compre o disco e curta o rock instrumental!

Rick Furlani está em busca de lugares para tocar! Atenção SESC, Secretarias de Culturas e Espaços Culturais!  http://www.rickyfurlani.com/fuzzup/

Na linha rock and roll, estão abertas as inscrições para o Grito Rock 2014 – por enquanto são inscrições para produtores e espaços culturais, em breve os músicos poderão concorrer a uma vaga (apesar de nunca ter cachê! Quem não tiver boleto a pagar, boa sorte) . O site Toque no Brasil está pilotando www.tnb.art.br

Tome Notícia

– O famoso quadrinista, criador do Tintin, HERGÉ, chega com “As diabruras de Quick e Flupke”, criados em 1949 e que viraram desenho animado em 1980. Pela Globo Graphics por R$ 39,90.

– Estão abertas as inscrições para as atividades artísticas culturais das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo que serão realizadas  em 15 cidades do interior e também na capital. As atividades são gratuitas e acontecem de janeiro a março. mais: http://oficinasculturais.org.br/index.php

– Campanha de Popularização do Teatro, em Campinas até o final de janeiro. É a 29ª edição, quase grátis e com muita qualidade, veja a programação em http://www.campinas.sp.gov.br/noticias-integra.php?id=21705

J.Petermann é jornalista e escritor @jpetermann1

Link da matéria: http://www.folhadecampinas.com.br/portal/2014/01/let%C2%B4s-play-that-6/

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Acervo da Universidade Federal de Uberlândia

O acervo da Universidade Federal de Uberlândia (FMU) possui 8 exemplares da obra “Blues e Hip Hop: uma perspectiva folkcomunicacional”.

http://www.ufu.br/

Universidade Uberlândia 8 exmplares
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Thífani Postali ministra curso sobre folkcomunicação – UFSCAR

A professora Thífani Postali, mestre em Comunicação e Cultura pela Uniso, ministrará nesta quinta-feira (08), das 19h às 22h, o minicurso Teoria da Folkcomunicação, na III Semana de Estudos da Geografia da UFSCar-Sorocaba, que prosseguirá até sexta-feira (09).

Thíffani apresentará os principais conceitos dessa teoria e os objetos de estudo Blues e Hip Hop, com base na sua obra “Blues e Hip Hop: uma perspectiva folkcomunicacional”, fruto da dissertação de Mestrado. Para os interessados no tema, confira aqui a resenha publicada na Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Link: http://www.uniso.br/noticias/NotCompleta.aspx?noticia=3126

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Entrevista com o grupo de Rap – X4 – Sorocaba

Rap é comunicação  – De CUBO Cultural

Thífani Postali, autora do livro “Blues e Hip Hop: uma perspectiva folkcomunicacional”, bateu um papo com os meninos do X4 para saber como é a criação de suas letras, que em geral, abordam o contexto social com uma linguagem peculiar de quem vive o hip hop, que é uma manifestação de resistência.

Entrevista com o grupo de Rap – X4 – Sorocaba

Reportagem: Thífani Postali
Imagem: Celio Issao (www.ideiacoletiva.com)
Edição: Flávia Garcia

ASSISTIR ENTREVISTA EM CUBO CULTURAL.

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Resenha sobre Blues e Hip Hop publicada em revista Internacional

Resenha publicada na Revista Internacional de Folkcomunicação

Resenha – RIF, Ponta Grossa/PR, Volume 10, Número 19, p. 147-151, jan./abr. 2012

Ana Paula Maciel Soukef Mendes
Jornalista e Mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Professora nas instituições de ensino UEPG e Faculdade Santa Amélia. E-mail: anasoukef@gmail.com.


Entre sons e palavras: a musicalidade afro como resistência

Diferentes pesquisadores dos séculos XX e XXI têm enfatizado em suas produções a
necessidade de desconstruir e repensar o modelo tradicional de ciência. Pensar e fazer ciência
hoje exige romper com as dicotomias colocadas pelo pensamento moderno, entre elas: a ilusória
separação sujeito/objeto. Pesquisar é inevitavelmente envolver-se subjetivamente. Fazer ciência
hoje é, nas palavras de Boaventura de Sousa Santos, buscar um lugar “onde finalmente o
conhecimento volte a ser uma aventura encantada” (2008, p. 58).
Este parece ser o norte da pesquisadora Thífani Postali, formada em Comunicação Social
e mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade de Sorocaba (UNISO). Em sua obra Blues e Hip Hop: uma perspectiva folkcomunicacional (Jundiaí: Paco Editorial, 2011, 192 p.), Thífani reconstrói, de maneira envolvida e envolvente, a história do Blues e do Hip Hop, caracterizandoos como discursos de resistência.
O livro, resultado da dissertação de mestrado da autora, fundamenta-se em estudos
norte-americanos e brasileiros, com especial atenção para a Escola de Chicago, a partir das ideias
de Robert Park, e para a Folkcomunicação, a partir das contribuições de Luiz Beltrão. A autora também dialoga com outros importantes autores: Néstor García Canclini, Jesús Martín-Barbero, Armand Mattelart, Ciro Marcondes Filho, Stuart Hall, Edgar Morin, entre outros.
Em Blues e Hip Hop: uma perspectiva folkcomunicacional, Thífani Postali traz para o
centro da reflexão os discursos de grupos periféricos. Mais que manifestações culturais, o Blues e o Hip Hop são compreendidos como meios para disseminar ideias, valores, ideologias e
sentimentos. Tendo como base metodológica a hermenêutica de profundidade, propiciada por John B. Thompson, o livro busca reconstruir as condições sociais e históricas de produção, circulação e recepção do Blues e do Hip Hop.
No primeiro capítulo, Definindo caminhos: uma abordagem teórica, Thífani destaca a
música como importante prática comunicacional dos escravos africanos. A autora enfatiza que entre os séculos XVI e XIX, o continente americano recebeu cerca de 10 milhões de escravos africanos. A maior parte deles passou a viver no território brasileiro e no norte-americano.
Impedidos de desenvolver as práticas de leitura e escrita (pois isso facilitaria rebeliões), os
escravos encontraram na música um meio eficaz para praticar a comunicação. Aproximando-se ao conceito de “comunicação cultural”, de Luiz Beltrão, o livro enfatiza a música como uma técnica que envolve não apenas a comunicação oral, mas expressional, gestual e imagética.
A música, como prática comunicacional, permite integrar a palavra falada a outros
códigos. Ela envolve mais que oralidade somada ao ritmo. A música abrange todo o sentimento específico de um grupo e está ligada à atitude, resistência e ideologia. Segundo a autora, a atitude envolve a resistência que, por sua vez, é formada por questões ideológicas – alicerce das manifestações Blues e Hip Hop.
O segundo capítulo, Blues, coloca em evidência seu nascimento, protagonizado pelos
escravos trabalhadores das fazendas do sul dos Estados Unidos. É importante destacar que as proibições musicais e religiosas impostas aos africanos, bem como imposições culturais como a evangelização, fizeram-se fortemente presentes no sistema escravagista. Nas palavras de Thífani: O que explica a composição do Blues são, justamente, a proibição de práticas culturais africanas e a evangelização forçada dos escravos, ocorrida no início do
século XIX. Desta forma, o sistema escravagista possibilitou, mesmo que de maneira forçada, a hibridação de culturas díspares (POSTALI, 2011, p. 93). Como o nome sugere, Blues é um gênero musical dramático que, em um primeiro momento, foi usado para expressar tristeza e medo. Foi o modo encontrado pelos escravos para expressar seus sentimentos, e também uma forma de resistência e revolta contra o sistema social. Até meados da primeira década do século XX, o Blues era uma manifestação cultural exclusiva das regiões do sul dos Estados Unidos. Com o fim do sistema escravocrata, diversos exescravos, perdidos e desamparados, migram para as cidades industrializadas do norte dos Estados Unidos. É o início da expansão do gênero musical pelo território americano. As temáticas rurais do Blues fundem-se às temáticas urbanas.
No século XX, com a ascensão da indústria do entretenimento norte-americano, há uma modificação na essência do Blues – o que antes era produzido para discursar sobre a realidade, passa a obedecer às regras estabelecidas pelas gravadoras. Mas fora da indústria do entretenimento, muitos Blues de resistência continuaram a existir, principalmente nos espaços marginais. É importante deixar claro que a existência de espaço para o Blues dentro das gravadoras não significava a valorização da cultura afro e/ou o fim do racismo. A existência deste espaço estava ligada a uma perspectiva de mercado, já que o som dos bluesmen era considerado contagiante. Os músicos negros continuaram vivendo uma realidade de opressão, preconceito e pobreza.
O segundo capítulo, Hip Hop, pontua que a partir dos anos 60 do século XX, as gerações afro-estadunidenses começaram a criar novas maneiras de se comunicar e de resistir ao sistema social. Assim como o Blues, o Hip Hop emerge de processos de hibridização cultural. Segundo a autora, sua raiz provém da Jamaica. Na década de 60, a população carente jamaicana passou a  utilizar a música como meio de expressão contra o sistema social. Fugindo dos problemas econômicos e políticos, muitos jamaicanos na década de 70 mudaram-se para territórios marginais em Nova York. No encontro com a cultura norte-americana, nasce o que hoje conhecemos como Hip Hop.
O Hip Hop é um movimento cultural formado por diferentes elementos artísticos, não apenas a música. Segundo Thífani, os principais elementos que o compõem são: DJ, grafite, Rap e breaking. O Hip Hop combina diversas perspectivas culturais com intuito de disseminar ideias e ideologias de resistência, a exemplo dos Raps de contestação. O livro coloca que é possível considerar o Rap como um fórum cultural, no qual os negros expressam experiências, preocupações e visões políticas. A década de 80 é considerada um marco na afirmação do gênero musical Rap como forma de combate à opressão.
É importante enfatizar que o movimento Hip Hop está envolto em uma série de
estereótipos. Como destaca a autora:
[…] muitos líderes se queixam que, ultimamente, o movimento está assimilado à
criminalidade, ou seja, está sendo identificado como oposto à sua verdadeira
proposta. Isso porque, inúmeros indivíduos se apropriaram do movimento para
disseminar o conteúdo da vida gangsta (POSTALI, 2011, p. 141-142).

O livro ainda destaca que a associação recorrente entre Hip Hop e criminalidade está
diretamente ligada à atuação da mídia, que continuamente dá visibilidade ao movimento como manifestação de violência.
O último capítulo, Considerações: Blues e Hip Hop, enfatiza que a verdadeira conquista
da liberdade dos negros americanos não aconteceu com o marco histórico do fim da escravidão, mas através de uma longa história de luta pela sobrevivência em um território hostil. As manifestações culturais afro-americanas são expressões dessa dura batalha pela liberdade.
Para a autora, é possível considerar que o Hip Hop passou a ser a manifestação da
resistência marginal da segunda metade do século XX, iniciada pelo Blues no final do século XIX.
Ou seja, é possível pensar o Hip Hop como uma espécie de atualização do Blues, já que ambos configuram-se como discursos de resistência permeados pela herança cultural africana. Além disso, ambos são resultado de processos de hibridização cultural. Thífani acrescenta que bluesmen e rappers são líderes comunicadores, no sentido exato da definição de Luis Beltrão.
A partir do exposto, resta-nos pensar em como a mídia hegemônica silencia certas vozes
e discursos de resistência. Resta-nos pensar como alguns grupos permanecem historicamente marginalizados. Resta-nos pensar que o campo da comunicação só poderá avançar a partir de  uma democratização concreta de seus espaços. Resta-nos pensar que a universidade, como um espaço de construção do saber, só poderá se tornar mais plural a partir do momento em que os pesquisadores souberem reconhecer e valorizar outras vozes. O livro Blues e Hip Hop: uma perspectiva folkcomunicacional, de Thífani Postali, nos mostra a importância de pensar comunicação e cultura a partir dessas vozes periféricas de resistência. Somente a partir deste reconhecimento será possível almejar uma sociedade mais justa e menos desigual.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
POSTALI, Thífani. Blues e Hip Hop: uma perspectiva folkcomunicacional. Jundiaí: Paco Editorial, 2011.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2008.

Link: http://www.revistas.uepg.br/index.php?journal=folkcom&page=article&op=viewFile&path%5b%5d=1497&path%5b%5d=1066

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Homenagem – Dia internacional da mulher

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Homenagem – Coluna Jornal Bom Dia

Jak Catena – jak.

catena@bomdiasorocaba.com.br

Mais de 300 convidados foram prestigiar as mulheres extraordinárias de Sorocaba no Ipanema Clube, num jantar romântico em prol da Amde (Associação dos Amigos dos Deficientes) Casa Abrigo Valquiria Rocha.

Adriana Fratini conduziu com agilidade a solenidade de reconhecimento e valorização de mulheres que oferecem contribuição inestimável através de seus feitos, à sociedade. Enquanto todos aguardavam ansiosos pela “Paella do Bolina”. Hehehe.

Eu, literalmente, dancei… dancei como uma tábua (ahahahahahaha) porque não sei dançar música lenta. Mas meu parceiro daquele instante, Kiko Pagliato – que vive surpreendendo a todos com seu humor e atitude –, surpreendeu ao me conduziu elegantemente pelo salão tentando me ensinar a bailar.

E mulheres como Evandra Moura, 

Andréia Nhur, Thífani Postali, Elisa Neiva de Lima, Rosemeire Fernandes Garcia, Luiza Marins Modolo, Jaqueline Coutinho, Vânia e Vanira Hernandes, Simone Andréa Barcelos Coutinho, Eliana Allegratti, Nerli Peres e Luciana Ferrari receberam uma silueta feminina em forma de troféu como prêmio e reconhecimento à melhoria da qualidade de vida de pessoas, à arte de promover o bem através dos seus atos, dignificando-a e projetando-a.

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JORNAL CRUZEIRO DO SUL

MULHERES DE DESTAQUE

Notícia publicada na edição de 18/03/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 008 do caderno C – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

Em noite de homenagens, quatorze mulheres da sociedade sorocabana foram reconhecidas pelo trabalho que desenvolvem. O evento ocorreu no último dia 8, no Ipanema Clube, e fez parte do projeto Cena Beneficente, em prol de duas instituições da cidade: Associação dos Amigos dos Deficientes e a Casa Abrigo Valquíria Rocha.

O encontro reuniu cerca de quinhentas pessoas, entre empresários locais, personalidades representativas de entidades de classe, autoridades e convidados. As “Mulheres Extraordinárias 2012” receberam troféus e flores das mãos de empresários locais. Foram lembradas: as jogadoras Olímpicas de Basquetebol, Tri Campeãs Brasileiras, as irmãs Vânia e Vanira Hernandes; a mestre em Comunicação Social e Cultura especialista em Marketing, Thífani Postali, que neste ano, levará seu livro “Blues e Hip Hop, uma perspectiva folkcomunicacional”, lançado em 2010 para o Uruguai; a empresária Luciana Ferrari, por sua trajetória de empreendedorismo; a médica Rosemeire Fernandes Garcia, membro da Associação Internacional de Someliers, com sede em Paris; a Delegada de Polícia de Defesa dos Direitos da Mulher de Sorocaba, Jaqueline Lílian Barcellos Coutinho; a Miss Sorocaba, Luiza Marins Módolo, bailarina profissional e atualmente integrante do elenco do balé do programa “Domingão do Faustão”, da rede Globo; a idealizadora do “Grupo Andanças”, a psicooncologista Elisa Neiva Vieira; a desembargadora do Trabalho, Ivete Bernardes Vieira e Souza; a jornalista Nerli Peres, presidente da ONG “Asa Morena”; a bióloga Eliana Allegretti, presidente da Fundação Alexandra Schlumberger, que atua nas áreas da educação e saúde do animal; a pioneira em atuação com equoterapia em Sorocaba, a fisioterapeuta Leide Masiero Taques Moeckel Amaral; a jornalista do Cruzeiro do Sul, Telma Silvério, pelo empenho na profissão e reconhecimento com diversos prêmios jornalísticos em defesa da mulher; a primeira franqueada do Vivendas do Camarão em todo o território Nacional, e a 1ª de Sorocaba, a empresária Magda Perrone Del Dottore, e a Evandra Moura Rabello, por sua dedicação em ações educativas e preventivas para os mais necessitados.

Após a cerimônia de entrega, convidados aproveitaram a noite, que teve jantar com os sabores da “Paella do Bolina” e show da banda Artuzzo Musical.

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Notícia publicada no site da UNISO – www.uniso.br

Homenagem – A professora Thífani Postali será uma das quinze homenageadas nesta quinta-feira, durante o evento “Cena Beneficente”, promovido também em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, em prol da Associação dos Amigos dos Deficientes e da Casa Abrigo Valquíria de Almeida, no Ipanema Clube.

As homenageadas foram escolhidas pelo destaque que alcançaram no ano passado com seus trabalhos, como no caso de Thífani, pela projeção do seu primeiro livro “Blues e Hip Hop: uma perspectiva folkcomunicacional”. Fruto da dissertação desenvolvida no Mestrado em Comunicação e Cultura da Uniso, a obra pode ser adquirida pelo blog: www.thifanipostali.com.

Link da notícia: http://www.uniso.br/noticias/NotCompleta.aspx?noticia=2654

 

Texto autorizado para publicação em livro didático

Prezada Thífani,

A Editora LeYa está produzindo uma obra didática provisoriamente intitulada COLEÇÃO GEOGRAFIA – 6º AO 9º ANOS,  de autoria de Cláudio Nélson Giardino, Ligia Maria Ortega Jantalia e Rosaly Maria Braga Chianca,  que gostariam de utilizar no volume 8 da coleção, nos formatos livro impresso e mídia digital, o texto abaixo:

Nascido em Nova York, Norman Rockwell (1894-1978) foi um dos maiores ilustradores do século XX. Seus desenhos chamaram a atenção pelas expressões das personagens e pela exatidão dos traços. Tornou-se famoso nos Estados Unidos por ilustrar as capas da revista “Saturday Evening Post”, contando 323. Também produziu para campanhas publicitárias de grandes empresas como a Ford Motor Company e a Coca-Cola, sendo a segunda a responsável pelo seu reconhecimento mundial.

Para a Coca-Cola, Rockwell retratava o cotidiano das famílias estadunidenses, intitulado como American way of life. De modo geral, as imagens apresentavam pessoas felizes, brancas e de bochechas rosadas. Essas campanhas ofereciam ao mundo – quem sabe propositalmente –, uma ideia uniforme da população dos Estados Unidos da América.

Sua arte é tão significativa que diversas pessoas no mundo acreditaram – e acreditam – que o Papai Noel originalmente veste vermelho, branco e preto, enquanto, na verdade, o bom velhinho foi pintado nas cores da marca da Coca-Cola, para campanhas da metade do século XX.

[…] Norman Rockwell também ilustrou assuntos do cotidiano estadunidense que eram evitados pelo sistema do país – imagens que possuem caráter histórico e resistivo aos modos daquela sociedade. Uma das mais representativas é a pintura The problem we all live with que trata de um famoso episódio ocorrido na cidade de New Orleans, década de 1960.

A garota é Ruby Nell Bridges, considerada a primeira afro-estadunidense a frequentar uma “escola de brancos”, no Sul dos Estados Unidos. Embora o governo federal garantisse o acesso dos afro-estadunidenses às escolas, a realidade local era outra. Ruby Bridges […], acompanhada de agentes federais, dirigiu-se à escola em meio a protestos e tentativas de violência física.

[…]

Extraído de Thífani Postali em sexta-feira, 28 janeiro 2011. Disponível em: <http://www.teiacultural.com.br/v4/?p=4326&gt;. Acesso em: 25 out. 2011.

Por esse motivo, solicitamos autorização para reprodução do mesmo.

No aguardo de seu retorno.

Atenciosamente,

LeYa é o grupo editorial que integra algumas das mais prestigiadas editoras portuguesas. Está presente em quase todos os países de língua portuguesa. No Brasil, o grupo LeYa atua em edições escolares e no mercado de interesse geral, por meio dos selos LeYa e Lua de papel e as parcerias com Casa da Palavra e Barba Negrawww.leya.com.br

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Nota sobre publicação de artigo em revista internacional

Revista Internacional 

Os  professores Paulo Celso da Silva, do Mestrado em Comunicação e Cultura, e Thífani Postali, da Graduação, mestre pela Uniso, tiveram seus artigos  publicados na Revista Encuentros, da Universidade Autônoma do Caribe.

Os  temas abordados foram “El desarrollo sostenible en Latinoamérica: la importancia  de la educación. Un aporte a la geografía de la comunicación” e “Comunicação e  Hip Hop no Cone Sul Americano: surgimento e tradução cultural brasileira”,  respectivamente. Confira aqui.

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