Category Archives: Citações

Citação em dissertação de mestrado

Citação em dissertação de mestrado

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JULIO DE MESQUITA FILHO
FACULDADE DE ARQUITETURA, ARTES E COMUNICAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO

DAIRA RENATA MARTINS BOTELHO

“FESTA DO TROPEIRO DE SILVEIRAS: UMA ABORDAGEM FOLKCOMUNICACIONAL”
BAURU, 2012

Link para o trabalho: https://www.faac.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/MestradoeDoutorado/Comunicacao/DissertacoesDefendidas/daira-renata-martins-botelho.pdf

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Citação em livro

Capa Identidades em narrativa_citaçãoCitação em livro

Identidades e narrativas: prática e reflexividade na periferia.
De Leandro R. Pinheiro. Paco Editorial, 2016.

 

Citação em dissertação de mestrado

Citação em dissertação de mestrado

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
CENTRO DE HUMANIDADES
UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS

MÉRCIA FERREIRA DE LIMA

“Desacordes de gênero em um movimento artístico-cultural:
os lugares das mulheres no hip hop de Campina Grande-PB”.
Maio – 2016

Link para o trabalho: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/127/1/DISSERTAÇÃO%20MERCIA.pdf

Citação em artigo – Revista

Citação em artigo

Revista Internacional de Folkcomunicação

Tarde de milonga: apontamentos para uma análise folkcomunicacional do tango
Marcelo Sabbatini
Betania Maciel

RIF, Ponta Grossa/ PR Volume 12, Número 25, p. 43-56, maio. 2014
DOI – 10.20423/1807-4960/rif.v12n25p43-56

Link para o artigo: http://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/1902/1350

 

 

Citação em artigo – Intercom

Citação em artigo –
Intercom 2014

Tango, identidade cultural e desenvolvimento local: entre a apropriação da cultura
popular e o empoderamento através da Folkcomunicação
Autores: Betania MACIEL
Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE

Marcelo SABBATINI
Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE

Link para artigo: http://www.intercom.org.br/sis/2014/resumos/R9-0654-1.pdf

Citação em matéria – Revista Reverso UFRB

Meninas, vamos jogar?

Por Marcus Vinicius, 8 de junho de 2016
Cada vez mais mulheres se aventuram nos videogames, hoje já são 53% do publico brasileiro que joga. Embora essa crescente seja recente, elas já fazem parte desse mundo a muito mais tempo do que a maioria imagina.

O primeiro console da história, o Magnavox Odyssey 100, em agosto completará 44 anos de lançamento. Ele é considerado um marco na indústria dos videogames, pois deu o pontapé inicial à criação dos consoles caseiros , ou seja, os vídeo games que são vendidos para o uso doméstico como os famosos Playstation 2 e Super Nintendo. Percebe-se então que os vídeos games estão no dia a dia das pessoas a décadas, porém, muitos preconceitos ainda rodeiam esse brinquedo. Aliás, vídeo games são realmente simples brinquedos? Está aí um desses dogmas que parecem que não saem da década de 70. Thífani Postali diz no seu artigo intitulado O vídeo game não é mais brinquedo que “os jogos digitais não podem ser considerados brinquedos, já que as mudanças são visíveis, desde o público que os consome até a construção dos produtos. Os jogos passaram a ser vistos como uma nova mídia que, tão promissora, despertou o interesse das indústrias de publicidade, cinema e editoria.” Para se tiver ideia de quão grande e rentável é essa indústria,segundo dados da Newzoo, que é uma firma de pesquisa de mercado, os usuários deveriam gastar cerca de 91 bilhões de dólares em jogos em 2015, enquanto gastariam “somente” 39,1 bilhões com cinema, de acordo com dados da pesquisa da PwC.

VER COMPLETA: http://www3.ufrb.edu.br/reverso/2016/06/08/meninas-vamos-jogar/

Citação em artigo – Revista

Citação em  monografia e artigo em Seminário

XIII Seminário de Educação Física Escolar Educação Física Escolar:
sentir, pensar e agir na docência!

Artigo: HIP HOP: MOVIMENTO CULTURAL QUE MOVIMENTA A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Leandro Fontão; Rubens Antonio Gurgel Vieira

Link monografia: http://www.fefiso.edu.br/download/grupo_de_estudos/pedagogia_educacao_fisica/02.pdf

Citação em Artigo – Ebook UNESP

Citação em Artigo – Ebook UNESP

XII SEMANA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
Universidade Estadual Paulista
Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara – SP.

Artigo: MÍDIA, CULTURA PERIFÉRICA E A NOVA AGENDA DA ELITE MÍDIA
Jocimara Rodrigues de Sousa– EACH/USP EACH/USPEACH/

Link para e-book: http://www.fclar.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/StrictoSensu/Sociologia/anais-xii-semana-de-pos-graduacao-2013.pdf

Citação em Artigo – Intercom

Citação em Artigo – Intercom 2017

Artigo: Mulheres e resistência: a utilização do rap como instrumento de empoderamento e manifestação folkcomunicacional

Cileide Batista de SANTANA
Daiane de Medeiros LIMA
Andréa Karinne Albuquerque MAIA
Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB

Link artigo: http://www.portalintercom.org.br/anais/nordeste2017/resumos/R57-0763-1.pdf

Citação em artigo – Livro chileno

Citação em artigo – Livro chileno

Livro: Folkcomunicación en América Latina: diálogos entre Chile y Brasil

Artigo: El rap como narrativa de la marginalidad y espacio de abertura física e imaginativa. Un dúo hip hopero del sur de Chile y su rol social activo”

De: Rodrigo Cavieres Cárdenas e Cristian Delgado Sepúlveda
Universidad Austral de Chile

Baixar Obra:

http://bibliotecadigital.ufro.cl/bitstream/handle/123456789/12021/Folkcomunicaci%C3%B3n%20en%20Am%C3%A9rica%20Latina.pdf?sequence=1&isAllowed=y

 

Citação em artigo – Congresso UNIOESTE

Citação em artigo
Universidade Estadual do  Oeste do Paraná

BLUES E MANIFESTAÇÃO CULTURAL DE UM GRUPO MARGINALIZADO: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA DE ENSINO DE HISTÓRIA POR MEIO DA MÚSICA
Alana Rasisnki de Mello – UEPG2

Link: http://www.congressodorock.com.br/evento/anais/2013/artigos/6/artigo_simposio_7_441_alanarm@hotmail.com.pdf

Citação em artigo- UFCG

Citação em artigo
Universidade Federal de Campina Grande – UFCG

JOVEM E MULHER: UMA ETNOGRAFIA DA PARTICIPAÇÃO FEMININA NO HIP HOP DE CAMPINA GRANDE
Autora: Mércia Ferreira de Lima
Co- autor: Vanderlan Francisco da Silva

Link: http://eventos.livera.com.br/trabalho/98-1020741_30_06_2015_15-29-43_7280.PDF

 

Citação em monografia UF Santa Maria

Citação em monografia UF Santa Maria

BATALHA DOS BOMBEIROS: ELEMENTOS DA CULTURA HIP HOP COMO FERRAMENTA DE RESISTÊNCIA SOCIOPOLÍTICA

De: Amanda Rosiéli Fiuza e Silva
http://repositorio.ufsm.br:8080/xmlui/bitstream/handle/1/2013/Silva_Amanda.pdf?sequence=1

Colaboração em matéria para Huffpost

OPINIÃO

Por que os gays brasileiros devem ouvir a mensagem de Mc Linn da Quebrada

 17/11/2016 15:58 -02 | Atualizado 17/11/2016 15:58 -02
Por Thiago Rizan

 

Não adianta nem pedir que a MC Linn não vai te chupar escondida no banheiro. Nem ela, nem uma porrada de viadas destruidoras que estão tombando com o sistema de castas homonormativo. Pois é, garotes, essa “bixa, preta, loka e favelada” de São Paulo faz parte de um movimento de empoderamento das afeminadas que está explodindo os quartinhos escuros onde elas foram confinadas nos últimos cem anos. Se nos apps de sociabilidade gay só dá “discretos e sigilosos”, nas quebradas fora das telas o que importa mesmo é enviadescer.

Desde o século XIX, quando a homossexualidade foi criada dentro do discurso médico-patologizante, os homens gays afeminados foram alvo de perseguição, sendo ~~convidados~~ a participar de pesquisas médicas enquanto andavam pelas ruas de São Paulo, conforme conta o historiador brasilianista James Green no livro Além do Carnaval: a homossexualidade masculina no Brasil do século XX. Dar pinta era acender um indesejado feixe de luz sobre a própria sexualidade, e assim continuou sendo por todo o século XX.

Claro que sempre houve dissidentes maravilhosos que queriam mais é tacar fogo na porra toda (Santa Cher que nos castigue se um dia esquecermos dos Dzi Croquettes e de Ney Matogrosso, nos anos 70!). Mas, aqueles que não podiam se aproveitar da flexibilidade que certa “excentricidade artística” proporcionava colocava o manto da invisibilidade e escondia a própria maravilhosidade, para não atrair a atenção das inimigas. Not anymore, Satan, not anymore.

Santa Cher mandou enviados especiais à terra onde a cada 28 horas um homossexual morre de forma violenta, segundo dados do Grupo Gay da Bahia, para compartilhar um mandamento sem margem para interpretação: viadas, uni-vos e botai-vos a cara no sol. A tombadora MC Linn está espalhando a mensagem. Em seus funks contundentes e de letras cáusticas, ela berra desestabilizando “a glória da pica”:

Tu se achou o gostosãoAchou que eu ia engolir?

Ser bixa não é só dar o cu

É também poder resistir

O tiro de Linn é certeiro: o que as afeminadas não estão mais engolindo é a subalternização a que são forçadas dentro da própria comunidade LGBT, pelos gays heteronormativos que “acham que podem tudo na força de Deus e na glória da pica”. Em entrevista ao Brasil Post, a cantora sentencia: “Estamos vivendo o fim do império do macho alfa, onde precisávamos nos manter discretas e curvadas diante da grande pica gotejante dos boys; onde o nosso prazer se fazia a partir do desejo dos machos; onde não significávamos nada mais que depósitos de porra; e onde ser afeminada era um problema, uma vergonha”.

Não é à toa que a ambientação do lyric video de Talento se dá em um banheiro público, um famoso espaço de sociabilidade gay desde a década de 30, de acordo com o historiador James Green. “O banheiro foi um espaço crucial na minha trajetória. Era o único espaço possível de sexo pra mim. Lá eu podia transar sem que ninguém ficasse sabendo. Eu me mantinha anônima e segura. Eu não era ninguém”, conta Linn.

Mas aceitar esse anonimato porque o “macho alfa” não quer ser visto se relacionando com uma afeminada? Nunca más! “Percebi o quanto essas relações me violentavam e me mantinham refém de um sexo sem rosto. E como, por ser afeminada, esse tipo de relação se estendia a outros espaços, pois eu só era ‘interessante’ escondida, quando ninguém mais estava vendo.”

Não quero só picaQuero corpo inteiro

Nem com esse papo

Feminina tu não come?

Quem disse que linda assim

Vou querer dar meu cu pra homem?

Ainda mais da sua laia

O uso que Linn faz da música como discurso resistivo ao que é dominante – a valorização do macho alfa e seus signos heteronormativos – ultrapassa as fronteiras dos grupos. A professora universitária e mestre em Comunicação e Cultura, Thífani Postali, comemora: “O funk da Linn utiliza a música para além do entretenimento, como ferramenta de protesto, algo que o hip hop já fazia. É uma música que, se o receptor prestar atenção, provoca alteridade, ou seja, você se coloca no lugar do outro e tenta pensar para além dos discursos dominantes”.

E a capacidade de alteridade a que Thífani se refere não é produzida apenas quando o Outro é o heterossexual preconceituoso, mas também quando ele nem é tão Outro assim. Para Linn, a própria comunidade LGBT, inevitavelmente, se constitui dentro de um sistema heteronormativo, o que é responsável por fazê-la, muitas vezes, reproduzir um comportamento misógino, que deprecia o feminino esteja ele em qual corpo estiver. “A nossa contribuição [das afeminadas] tem sido justamente perceber a riqueza que existe na cultura que produzimos, naquilo que cultivamos, e no afeto entre nós. Estamos construindo um lugar seguro para se estar, e fazendo de nossos encontros não apenas fervo, mas também luta e resistência”, afirma. Para a pesquisadora Thífani, é incrível a possibilidade do uso da internet para compartilhar videoclipes como o da cantora, a fim de provocar alteridade, e completa: “Toda produção é válida quando tem como proposta estar no mundo, estar visível”.

Até mesmo a apropriação e ressignificação de termos como viada, bixa, afeminada e aberração, usados por Linn dentro e fora dos palcos, é um processo de subversão. “Ser bixa e viada é o que me mantém viva e ativa dentro do meu corpo. É também um estado de espírito, é assumir desejos e vontades. Tem a ver com não abrir mão de si mesma e perceber toda força que existe nisso”, garante. “E, na real, esses termos são muito poderosos, pois denunciam a extrema fragilidade da masculinidade compulsória que precisa tentar deslegitimá-los para validar seu poder”. Tá bom pra você, queridã?

E se você, macho alfa, só percebeu agora “a bela aberração” que são as afeminadas… Bom, em Bixa Preta, a Linn tem uma coisinha a te dizer:


Link Matéria: http://www.huffpostbrasil.com/thiago-rizan/por-que-os-gays-brasileiros-devem-ouvir-a-mensagem-de-mc-linn-da_a_21699855/

Artigo postado pelo Geledés

Imagem relacionadaPor que o funk e não o rap?

Link: https://www.geledes.org.br/por-que-o-funk-e-nao-o-rap/#gs.AAe=zL0

Colaboração em matéria – Jornal Diário de Sorocaba

Estrangeiros aproveitam carnaval e contam impressões
Por Bruna Camargo

Eles vieram de países distantes e falam diferentes línguas, mas uma coisa têm em
comum, viveram em Sorocaba durante um ano e experimentaram a sensação de estar em uma das festas populares mais conhecidas do mundo, o carnaval brasileiro. Em meio a estereótipos perpetuados ao redor do globo, cinco jovens de distintas etnias descrevem o choque com o que observaram na cultura brasileira e as lembranças que levaram para casa.

MÉXICO – Chegando ao Brasil após não ter muita escolha sobre o país ao qual seria enviado pelo programa de intercâmbio do qual participou, Daniel Estrada Ortega, 20 anos, estudante de Administração, morou com quatro famílias, das quais três são de Sorocaba e uma de Araçoiaba da Serra. “Fui para a escola e fiz bastante amizade. No começo, foi um pouco difícil, porque eu não falava nada de Português, mas depois aprendi até o sotaque sorocabano”, revela. O programa possibilitava conhecer e fazer atividades com vários outros intercambistas que estiveram em Sorocaba no mesmo período. “Aprendi muita coisa. Quando você vai para um país diferente, não tem noção do que vai experimentar. Isso se torna uma coisa muito interessante, que dá muita sabedoria no final”, expressa.

Em solo tupiniquim, Ortega conseguiu uma bolsa de estudos em uma academia de dança, o que mostra sua ligação com as artes e a admiração ao conhecer o carnaval. “Vimos o desfile que teve em Sorocaba. Foi pequeno, mas muito legal.” Não há celebração equivalente em Chihuahua, no México, de onde ele vem. “Foi cheio de cores e os figurinos aparentam ser muito pesados; mas o mundo inteiro dançando e cantando.” Já em São Paulo, o mexicano pôde comparar a dimensão da festa. “Nunca imaginei que fosse tão grande. Os carros que passam são gigantes e as ruas são lotadas de pessoas. Amei isso, porque é um dia que todo mundo fica junto celebrando a mesma coisa e só tem cor e alegria”, aprecia.

DINAMARCA – Deixar terras nórdicas para enfrentar o calor brasileiro durante um ano foi o desafio encarado por Nadia Møller Hansen, 21 anos, que pretende começar um curso universitário neste ano. “No começo, foi muito difícil, eu sentia muita saudade da minha família e do meu namorado, mas minhas famílias hospedeiras ajudaram-me”, conta. A cultura representou um impacto desde o início. “NaDinamarca, as pessoas não são muito abertas, mas no Brasil sim, e isso me impressionou. De repente, eu me sentia parte do lugar”, anima-se. “A cultura é muito diferente, mas de um jeito bom.” Nadia considera a experiência como a melhor da sua vida e se lembra de visitar diversas
cidades do País. “Mas Sorocaba foi, sem sombra de dúvida, um dos melhores lugares
em que já estive. É grande, e eu amei. Há muitas atividades para fazer e muitos lugares para experimentar. É uma cidade com vida e alma”, elogia. Presenciando desfiles em Sorocaba e em São Paulo, Nadia afirma ter sorrido o tempo todo. “Foi incrível só de assistir, meio irreal”, comenta. “Foi muito diferente, porque na Dinamarca isso nunca aconteceria. Pessoas fantasiando-se e se juntando é incrível, e o Brasil deve sentir orgulho de ter coragem em fazer tal coisa, o que me lembra de uma palavra que uso sobre o país, ‘união’.” Nadia diz nunca ter acreditado no que via na televisão sobre a festa, mas se surpreendeu com o que encontrou. “Pessoas quase ‘peladas’ na ru foi um grande choque para mim. Mas não é algo ruim, apenas mostra as diferenças entre Dinamarca e Brasil, que eu realmente gosto.”

Há um grande carnaval no norte da Dinamarca, mas a intercambista diz não ser nada similar ao brasileiro. “Aqui, é estar com os amigos e beber. Não é para celebrar nada, é apenas um evento”, esclarece.
“Alguns se vestem feito loucos, outros não.” Quando informada de que algumas cidades brasileiras estão cancelando desfiles de carnaval por conta da crise econômica, a dinamarquesa espantou-se. “O quê? Não podem fazer isso”, exclama. “Quando alguém fala sobre o Brasil, o carnaval já vem à mente. Ele mostra a cultura e a união tão bem. É um chamariz e pessoas  de todo o mundo viajam só para ser parte disso.”

EQUADOR – O país não faz fronteira com o Brasil, mas Domenica Tamayo, 20 anos, saiu da capital Quito para conhecer o País considerado vizinho em 2013. Agora, ela é estudante de Direito, mas durante um ano aprendeu a língua portuguesa e viajou muito com as três famílias com as quais se hospedou. “Fui para o Rio, Natal, Foz, Salvador, Minas Gerais, Porto Alegre e Fortaleza”, lista. Domenica achou o carnaval bem diferente. “Fui para o Desfile das Campeãs no sambódromo de São Paulo e achei muito legal, porque ficamos a noite toda; saímos de lá às 7 da manhã”, relata. Domenica lembra-se de observar os carros alegóricos e as dançarinas. “Os carros eram gigantes e as garotas fazem a dança com o salto gigante e os vestidos muito coloridos.” A imensidão de cores foi uma das coisas que mais impactou Domenica, que pôde sentir-se contagiada. “Eles fazem a gente dançar e se divertir muito.” Outra surpresa foi a descoberta de que se leva um ano para preparar o desfile, durante uma visita ao Rio de Janeiro. “Acho isso bem diferente.” Já durante o passeio aNatal, no Rio Grande do Norte, a equatoriana esteve em  uma festa à fantasia na praia. “A gente usou decorações e roupas diferentes”, lembra. “A gente comemora sim, o Carnaval, mas não é como no Brasil, que é uma festividade importante”, observa. “No Equador é feriado, mas principalmente nos povoados pequenos; a gente tem o costume de jogar ovos, farinha e água”, explica. “É muito engraçado, mas não sei por que a gente faz isso”, brinca.

Paula Navas, 21 anos, estudante de Marketing, também é equatoriana, mas de Ambato. A escolha pelo Brasil veio através da prima, que visitara o País e lhe falou muito bem da comida, costumes, pessoas e lugares. “Gostei muito de Sorocaba, porque minha cidade tem a metade da população”, menciona. “Foi a melhor coisa que fiz.” Em visita a São Paulo, achou o desfile das escolas de samba longo, mas considera toda a celebração importante para a cultura brasileira. “O carnaval é uma identificação e, por isso, muitos estrangeiros gostam de ir para lá e dançar Interessado em dança, Daniel Estrada Ortega, 20 anos, aproveitou a música direto do desfile Domenica Tamayo, 20 anos, conheceu oito Estados brasileiros antes de chegar à avenida.

ESTADOS UNIDOS – O americano Dylan Speicher, 20 anos, deixou Hershey, na Pennsylvania, e demorou para se acostumar com Sorocaba. “Achei muito barulhenta, muito trânsito, muito corrida e é grande”, descreve. Com a amizade dos brasileiros, adaptouse à nova moradia e enfrentou a dificuldade de aprender o Português. “Foi frustrante, mas a dificuldade pode te fazer melhor e vale a pena.”
Speicher é muito grato a todos os brasileiros que o receberam e diz partilhar uma profunda conexão com o País. “É algo que eu nunca vi antes. Aproveitei tudo. E faria de novo, talvez em outra cidade do Brasil.”
Agora estudando Finanças em Washington D.C., Speicher recorda-se do Desfile dos Campeões em São Paulo. “Muita música incrível, dança e carros alegóricos fantásticos”, exclama. “Foi legal acenar para as dançarinas, porque elas acenavam de volta. As pessoas da plateia pareciam felizes, e eu estava muito feliz.” Festejar durante o carnaval foi a interpretação pessoal do estudante, mas algo ainda o incomoda. “Acho que nunca
entendi o que realmente está sendo celebrado, se a festa faz sentido”, divaga.

ALÉM DO ESTEREÓ- TIPO – A dúvida de Dylan Speicher é recorrente e questionada não apenas por estrangeiros, como também pelos próprios brasileiros. Muitos não estão familiarizados com as raízes do carnaval e as diversas representações da festa em todo o País.
Thífani Postali, mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade de Sorocaba, conta que o carnaval é reduzido ao carioca, pois é o que chega, através da televisão, para muitas pessoas. “O carnaval é antigo, iniciou-se na Grécia e ganhou o mundo por Paris.
Existe em diversos locais, mas, assim como a cultura é diversa, cada povo traduziu a festa aos seus moldes”, explica. A professora reconhece a beleza da celebração carioca,
mas entende que possui fins mercadológicos. Em seus estudos, analisa que a expansão da festa às camadas sociais mais abastadas a descaracterizaram, incorporando roupas de
estilistas renomados e enredos distantes da realidade das escolas de samba. “Acaba limitando um pouco a sua expressividade como cultura popular”, lamenta.

Carnaval_Diariod e sorocaba

Entrevista para a Revista Bianchini

Na íntegra:

Entrevista sobre Funk Ostentação
Por: Vanessa Olivier
Revista Bianchini, novembro de 2014.

 B- O que o chamado funk ostentação representa para a sociedade de hoje?

T.P – É complicado dizer o que ele representa para a sociedade,  mas podemos arriscar dizer alguns pontos: Quando o funk deixa de falar sobre festas dos jovens das favelas e passa a falar de eventos das classes mais abastadas, ele passa a se comunicar com outros grupos sociais. A mídia, que, especialmente hoje, se apropria daquilo que é consumido e incentivado pelas pessoas na internet, passa a veicular essa manifestação cultural, claro, com os seus “toques” – A Anitta já não é a mesma que dançava “quadradinho de 8” em vídeos disponibilizados em redes sociais.  Portanto, é complicado falar sobre o que ele representa para a sociedade, pois depende de grupos e classes sociais. Para os jovens mais ricos (que estão consumindo o Funk), a visão do produto pode ser  diferente, levado mais para o lado da brincadeira. Para os jovens da periferia, ele pode estar distante de sua suas realidades, podendo até sofrer a desaprovação dos mesmos.

B- O que será que fortaleceu tanto essa nova modalidade de funk?
TP. –  A mudança do tema. Quando ele falou por mais de 20 anos apenas sobre os assuntos dos jovens da periferia, ele era pouco visível e marginalizado pelo resto da sociedade e pela mídia. Quando ele passa a falar de assuntos que jovens e grupos de outras classes e grupos sociais reconhecem, ele passa a ser consumido, pois cria uma comunicação, já que trata de assuntos afins entre eles.

B – Muitas críticas foram levantadas por intelectuais sobre o funk ostentação. Uma delas aponta o incentivo ao consumo desenfreado, o que pode levar muitos jovens da periferia ao mundo do crime. Você concorda com essa afirmação?
TP. – O consumo desenfreado é uma realidade de muito tempo. A lógica da indústria em parceria com as estratégias de marketing talvez sejam as maiores causadoras desse crime de “roubo de um tênis Nike”, por exemplo, que acontece desde que a publicidade passou a tratar os produtos como propiciadores de outros atributos como status, sensualidade e poder. Creio que o Funk Ostentação seja fruto dessa lógica, um reflexo de algo bem maior. Tanto que esse funk parece não ser tão consumido nas periferias como as outras modalidades, inclusive o de resistência que faz crítica a sociedade assim como o Hip Hop, mas que é desconhecido pela maioria da população.

B – Mesmo sendo melhor assimilado do que os outros funks (porno, proibidão etc), você acredita que o funk ostentação ainda não conseguiu se livrar de preconceitos?
TP.- Não e, talvez, nunca consiga. Mas seus idealizadores conseguem a aprovação da sociedade quando dão outro tratamento, o que deixa de ser “Ostentação”. Recentemente vimos a apropriação do funk pela indústria cultural. Na Copa do Mundo, por exemplo, uma das músicas mais tocadas foi “País do Futebol” de MC Guimê (que curiosamente, disse em entrevista que nem gosta do esporte), e que se tornou tema de abertura da novela global Geração Brasil. Do mesmo modo, a Anitta com o “Show das Poderosas” que agradou desde crianças à idosos. Mas daí o funk se torna outro produto, manipulado pela indústria para que se torne rentável. MC Guimê e Anitta, por exemplo, em seus shows cantam várias outras modalidades do funk  que não podem estar em evidência na mídia.

B- Por quanto tempo será que esse gênero de funk irá durar?
TP. Creio que o sucesso seja passageiro, como em outras produções já foram. É difícil prever.

B – O produtor cultural Renato Barreiros, diretor do documentário Funk Ostentação, disse que a modalidade está em crise, que está perdendo o público que o consagrou, pois passaram a falar muito de artigos de luxo AAA, que estão cada vez mais caros e distantes do poder de consumo da nova classe C. Você concorda?

TP. – Sim, como disse antes. Ele muda o seu perfil para atrair outros públicos, de modo que se distancia da realidade do grupo que o idealizou. Isso já aconteceu com outras produções. O Jazz nos EUA, por exemplo, quando passa a criar sons para agradar os brancos, por volta de 1920, passa a ser visto de forma negativa por muitos negros, que viam na produção algo próprio de sua identidade, no país tão segregado.

B- A revista Vogue (classe AAA), de março, trouxe a musa do funk Valesca Popozuda como destaque, com o seguinte título: Valesca Popozuda sai do gueto e vai para as páginas da Vogue Brasil. Será uma tentativa de introduzir o funk ostentação (que canta o luxo) na classe A?

TP. – Creio que não seja uma tentativa de introdução, mas sim de apropriação. Ela esteve em evidência nos veículos, nas redes sociais e, inclusive, em discussões acadêmicas. Assim, penso que está muito mais atrelado ao aproveitamento do “diferente” , do curioso, que do funk em si.

Matéria:

.Bianchini Funk 2014

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UNIVERSIDADE FEEVALE

Trabalho de Morgana Schoerpf Petry, da Universidade de Feevale, Novo Hamburgo. Curso de Moda.
“BLUES: UM ENSAIO ETNOGRÁFICO SOBRE CULTURA E REFLEXOS NA INDUMENTÁRIA”, junho de 2014.

Link para o trabalho: http://biblioteca.feevale.br/Monografia/MonografiaMorganaPetry.pdf

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FOLKCOMUNICAÇÃO E MÍDIA NA FESTA DO TROPEIRO EM  SILVEIRAS.
Por: Daira Renata Martins Botelho

7o. Interprogramas de Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero http://www.casperlibero.edu.br | interprogramas@casperlibero.edu.br

Link:  http://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2014/04/Daira-Renata-Martins-Botelho1.pdf

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“Bebendo o blues: a bebida  e o cigarro na obra de  Celso Blues Boy”.

Paulo Celso da Silva
Professor e coordenador do Programa de Mestrado em Comunicação e Cultura da
Universidade de Sorocaba
paulo.silva@prof.uniso.br

Link: http://musimid.mus.br/9encontro/wp-content/uploads/2013/11/9musimid_silva.pdf