A representação do feminino nos jogos digitais

Artigo publicado no Jornal Cruzeiro do Sul, em 10 de agosto de 2018, página A2.
Por Thífani Postali, professora da Uniso

Por muitos anos, os acadêmicos discutiram a representação de gênero nas produções audiovisuais, sobretudo, a representação do feminino quando comparada à do masculino. O resultado é que temos diversos estudos, especialmente em cinema, que apontam como a mulher foi representada de maneira taxativa pelos seus produtores. Aos olhares mais atentos, dependendo da produção, é possível identificar se o olhar oferecido ao espectador é masculino ou feminino.

Algumas atitudes são claramente identificáveis: as mulheres são apresentadas com super close up, em detalhes como boca, seios e outras partes do corpo, de modo que se resulta na objetificação da mulher. Outro ponto já bastante estudado são as narrativas dialógicas: enquanto o homem é ativo, herói, a mulher é passiva e, quase sempre, sua personagem refere-se ao relacionamento com o homem, do qual é dependente.

Nos jogos digitais, essas observações se tornam ainda mais possíveis, visto que as representações são intensificadas. Neles, as mulheres são representadas de modo frágil, como personagens que não têm noção sobre a coisa. Afinal, quem vai para a luta de vestidinho vermelho curto e seios aparentes?

Desde o início dos jogos digitais, a figura da mulher é representada de dois modos: ou como as mocinhas de Hollywood que, indefesas, devem ser salvas pelo herói — uma das primeiras personagens foi a Princesa que surgiu em Donkey Kong, 1981, e se tornou a Princess Peach da série Super Mario Bros –; ou como as lutadoras de rua e guerreiras que, desde os anos 90, já se apresentavam com poucas roupas e pernas aparentes, seios e bundas avantajados, além dos movimentos sensuais e sonoridade que beiram a pornografia. Chun Li, a primeira personagem feminina de Street Figther, de 1991, luta mostrando as pernas grossas, e seus movimentos erotizados fazem com que sua calcinha apareça em quase todos os golpes. Já em Streets of Rage, lançado pela Sega em 1990, a personagem Blaze Fielding segue as mesmas características. Blaze até ganhou uma versão independente disponível na internet: Naked Blaze, em que o jogador pode jogar com a personagem totalmente nua.

Se fizermos um levantamento das principais produções realizadas desde 1990, podemos perceber que ainda são raríssimas as personagens que não se apresentam com essas características. Até mesmo aquelas que possuem melhor representação, como a Lara Croft da série Tomb Raider ou as personagens da série Resident Evel, não escapam. Recentemente, com o aumento — ou a coragem das mulheres em se assumirem jogadoras de jogos de agon — algumas produtoras têm melhorado as representações. Em The Last Of Us (2013), Elie, Marlene, Tess e Sarah estão bem mais próximas da realidade: são femininas, mas não sensualizadas ou erotizadas. Por outro lado, antigos grandes títulos, como Street Figther e Mortal Kombat, continuam apostando na objetificação. Curiosamente, a personagem mais recente de Street é a brasileira Laura, que, além de acolher todas as características já mencionadas, é tratada com posições de câmera que mostram suas aberturas de pernas e movimentos que beiram a pornografia.

Essas questões devem ser discutidas, uma vez que as representações, por mais fictícias que sejam, possuem algum impacto na percepção sobre o social. Certa vez, perguntei aos alunos de jogos digitais (meninos) se a Laura parecia com o que viam na realidade. Fui surpreendida com as respostas positivas de alguns, que alegaram que ela é como a maioria das meninas. Então os convidei a observar quantas “Lauras” encontravam no pátio da universidade.

Em suma, o mercado de jogos digitais tem crescido de forma significativa e essas questões devem ser problematizadas, uma vez que as ficções, muitas vezes, são incorporadas à realidade.

Link para o artigo: https://www.jornalcruzeiro.com.br/opiniao/artigos/a-representacao-do-feminino-nos-jogos-digitais/

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A vez das patroas: um novo olhar na música sertaneja

Artigo publicado no Jornal Cruzeiro do Sul, em 10 de julho de 2018, página A2.

Por Thífani Postali

Há alguns anos escrevi sobre a transformação da música sertaneja em um produto esvaziado pela indústria da música, marcado pelo chamado sertanejo universitário, cujas letras carregadas de repetições como “taim taim taim” , “che, che, che”, representavam o feminino de modo estigmatizado, numa posição submissa com relação à figura masculina, situação diferente das letras que estouraram nas décadas de 1980 e 1990, que lamentavam a traição ou o abandono da mulher cruel.

 Mesmo com as letras que colocavam a mulher em uma posição de superioridade, até pouco tempo, as produções e interpretações sertanejas eram realizadas quase que totalmente por homens, sendo que as mulheres apareciam apenas na forma de representação verbal, com raras exceções de duplas e nomes como As Galvão, As Marcianas ou, até mesmo, Fafá de Belém, que teve bastante visibilidade quando gravou a canção Nuvem de Lágrimas de Chitãozinho & Xororó.

Recentemente podemos acompanhar uma leva de mulheres que não só interpretam canções, mas que também compõem oferecendo uma nova roupagem ao gênero musical. Marília Mendonça, por exemplo, tornou-se a protagonista desse novo modo de fazer sertanejo, oferecendo narrativas que não exaltam o feminino ou o masculino, mas que os coloca de modo mais equilibrado. Cabe ressaltar que as duplas femininas das décadas passadas também ofereciam canções sobre o amor, mas na maioria das vezes, assim como as masculinas, produziam conteúdos de lamúria sobre os relacionamentos.

Ainda que o tema central seja o relacionamento amoroso – dominante em quase todos os gêneros musicais, as letras de Marília Mendonça contam histórias e situações mais suaves, alcançando um público mais genérico, fato que fez com que duplas renomadas no circuito sertanejo, como Henrique e Juliano, apadrinhassem suas composições. Nas narrativas, geralmente, as situações ocorrem no presente e, mesmo que uma ou outra aborde a traição – não tão frequente como antigamente –, a voz feminina da canção assume uma posição ativa, com mensagens que valorizam a mulher ou o relacionamento equilibrado.

E mesmo que ainda seja possível encontrar algumas narrativas  que remontam à ideia do homem traído pela mulher cruel, ou outras que colocam a mulher em situação de submissão, como no sertanejo universitário, hoje o que prevalece são as letras mais equilibradas quanto às questões de gênero, criadas por um olhar feminino mais atento.

Cabe lembrar que este artigo não pretende depreciar certas produções, e sim apontar diferentes formas de conteúdo, levando em conta que os textos culturais, de alguma forma, impactam no imaginário coletivo e podem provocar reflexões ou cristalizar estigmas sociais, neste último caso, contribuindo para a naturalização de questões que devem ser repensadas. Como a discussão é a posição feminina, passamos do olhar masculino sobre a mulher cruel que trai, para a mulher fútil, que está interessada apenas nos Camaros Amarelos, bebidas e festas oferecidas pelo homem para, agora, a mulher que tem voz, que é dona de si.

Posto assim, a música, com todo o seu arsenal comunicativo, é elemento cultural que oferece potencialidades para se pensar a sociedade e serve também como artefato para refletirmos as representações e relações sociais. Portanto, deve ser problematizada à luz das ciências. Ainda há muito que refletir sobre as relações de poder presentes nas canções sertanejas desde que o tema relacionamento amoroso tornou-se central.

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Artigo publicado em e-book

Título do livro: Gêneros, diversidades, tecnologias e smart city.

Capa e-book MidCid 2018

Título do artigo: Era para Ser Sobre Hip Hop, mas Tornou-se o Espetáculo do Popular: Uma Análise do Documentário Fala Tu
Thífani Postali

Link para o e-book completo: http://www.youblisher.com/p/1973088-Generos-diversidades-tecnologias-e-smart-city/

Política e religião: um relacionamento sem fé?

Artigo publicado no Jornal Cruzeiro do Sul, página A2, em 17 de abril de 2018.
Thífani Postali
com Isabella Reis Pichiguelli 

Nós, brasileiros, temos nos agitado mais com relação à política nos últimos anos. Ainda que pouco compreendamos os processos legais e ilegais correntes na esfera pública, uma coisa é fato: descobrimos que política nos interessa e que religião se discute, ainda mais quando presenciamos um afloramento de religiosos se embrenhando nos caminhos tortuosos da política, ao passo que vemos políticos, das figuras mais contraditórias, se alinhando aos que se dizem “homens de fé cristã”, ainda que defendam ações totalmente contrárias aos ensinamentos de Jesus Cristo.

Rubem Alves esclarece que dentro dos limites do mundo profano debatemos sobre as coisas que se nos apresentam de modo concreto e visível, ao passo que o mundo do sagrado se refere às coisas invisíveis, que estão para além dos nossos sentidos comuns, que “apenas os olhos da fé podem contemplar”. Assim, as religiões tornaram-se fundamentais para a vida humana, na medida em que buscam explicar os fenômenos e os sinais que estão para além da manipulação humana, dando-os sentidos e significados, inclusive para o cotidiano profano da vida.

No entanto, a humanidade é diversa e as trocas culturais apresentaram diferentes formas de explicar e dar sentido à existência da natureza. Ao mesmo tempo, muitos grupos culturais buscaram impor a sua crença àqueles que julgaram diferentes ou que “desviaram” do caminho. Em alguns períodos e locais, religião e política caminham de mãos dadas, impossibilitando o diálogo entre diferentes percepções pelos olhos da fé — ou não. A Idade Média nos apresentou um período de julgamentos e eliminação do diferente, ao passo que o Oriente Médio ainda hoje nos mostra o desastre resultante da fusão entre o poder do Estado e o poder da religião.

Ocorre que, no Brasil, falamos de mundos sagrados. Por sua história e miscigenação, a cultura brasileira integra crenças das mais variadas, incluindo as híbridas, que emergiram no país com a vinda de africanos, europeus e outros povos. Por esse motivo, a nossa Constituição decreta o Brasil um país laico, mas essa ideia está apenas nos documentos oficiais, não se traduz no cotidiano, sobretudo, nas atitudes daqueles que riscam e rasgam papéis.

Como falamos no início, estamos num momento em que homens que se dizem religiosos buscam alcançar a vida política, o que tem crescido nos últimos anos. O grande problema dessa relação é que, muitas vezes, a religião não passa de um escudo para a prática de atos que só dizem respeito a seus próprios interesses. Para falar do cristianismo, evidenciado por muitos desses políticos: que fé cristã é essa que não olha para o próximo, não se importa com o que o outro diz, não se revolta contra as injustiças sociais e, pior, por diversas vezes corrobora com as injustiças? Ainda que existam, infelizmente são poucas as figuras públicas que podem dar bons exemplos de como a fé cristã pode motivar uma prática política em prol do bem de todos e da justiça social.

Em nome da religião, muitos tomam decisões à luz do próprio umbigo. Inquestionavelmente, dessa maneira se torna falsa a religião. No entanto, exposta às mídias, pode ser conhecida por muitos como legítima. E o perigo das religiões falsas, tomadas como legítimas, é justamente que chamam para si um poder exterior que se baseia no exclusivismo e na destruição do diferente. O Estado laico e a convivência entre as religiosidades, já frágeis no Brasil, ficam ainda mais ameaçados. A todos nós, religiosos ou não, é hora, inescapável, de nos voltarmos às mensagens originais e compreender, atentos e alertas, de que falam e o que pedem as religiões legítimas. O voto, ao menos por enquanto, ainda cabe a nós.

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Citação em dissertação de mestrado

Citação em dissertação de mestrado

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JULIO DE MESQUITA FILHO
FACULDADE DE ARQUITETURA, ARTES E COMUNICAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO

DAIRA RENATA MARTINS BOTELHO

“FESTA DO TROPEIRO DE SILVEIRAS: UMA ABORDAGEM FOLKCOMUNICACIONAL”
BAURU, 2012

Link para o trabalho: https://www.faac.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/MestradoeDoutorado/Comunicacao/DissertacoesDefendidas/daira-renata-martins-botelho.pdf

Apresentação de trabalho em congresso Internacional

Resultado de imagem para III Congresso Internacional sobre Culturas: Interfaces da Lusofonia, 2017, Braga, Portugal.
III Congresso Internacional sobre Culturas: Interfaces da Lusofonia, 2017, Braga, Portugal.

Apresentação do artigo: “Representações dos territórios urbanos marginalizados no documentário brasileiro: uma análise dos filmes Fala Tu e Favela no Ar”.

Thífani Postali

A publicidade que toca questões sociais.

Artigo publicado no Jornal Cruzeiro do Sul, em 09 de janeiro de 2018, página A2.

Por Thífani Postali

Os textos publicitários (verbais, audiovisuais, impressos, etc.) sempre acompanharam, em sua maioria, os discursos sociais dominantes, inclusive, reproduzindo imagens estigmatizadas dos diversos grupos sociais.

Com relação à representação da mulher, até meados de 1980/90, as peças apresentavam a imagem da “mulher ideal” para os padrões do século 20. O arquétipo mais utilizado nesse período foi o da “grande mãe”, ou seja, a mulher devota ao lar, aos filhos e ao marido, como aparece nas campanhas de margarinas, eletrodomésticos e produtos de limpeza. Outro arquétipo feminino utilizado a partir do final do século 20 e em abundância até a atualidade é o da sedutora, com base na representação da deusa Afrodite, que pode ser identificada em campanhas de vestuários, cosméticos, etc.

As representações com apoio no arquétipo da guerreira (Atena) surgiram com força no século 21, quando os questionamentos sobre o papel social da mulher ganharam mais visibilidade com o avanço das novas tecnologias da comunicação, especificamente, com os diálogos propiciados pelas redes sociais, em conjunto com as novas representações do feminino no cinema, nos jogos digitais e em outras produções midiáticas. Ainda que alguns segmentos continuem trabalhando a imagem de modo taxativo, como insistem algumas marcas populares de cerveja, é possível observar uma mulher mais ativa e dona de si em outras campanhas, inclusive de produtos de limpeza e outros produtos de consumo no lar.

Outro recorte que merece atenção é a representação do negro que, até pouco, era ausente nas campanhas publicitárias de um país cuja maioria da população se percebe como negra. Quando apresentado no passado, o negro surgia de forma estigmatizada ou com textos de humor que seguiam discursos dominantes-preconceituosos. Hoje, no entanto, aparece inserido em diversas campanhas e outros produtos midiáticos, muitas vezes, como protagonista dos textos.

O mesmo vem acontecendo, mas de modo mais tímido, com a representação de diversidade sexual e de gênero. Cabe lembrar que, até o século passado, era praticamente inexistente a representação de homossexuais, transgêneros, transexuais, entre outros grupos, em peças publicitárias. Em outros textos midiáticos, como as telenovelas, os grupos eram apresentados de modo bastante taxativo, o que apenas colaborava para um olhar estigmatizado, em acordo com o senso comum generalista. Parece que agora há mais representatividade, ainda que eu acredite que falte um pouco de sensibilidade quanto ao tratamento dado por muitos publicitários, que estão tendo que produzir conteúdos que, em alguns casos, não dominam – o que acaba produzindo novos textos generalistas – assunto para outro artigo.

Há quem reclame que essa é uma jogada de marketing para chamar a atenção. E claro que é, ainda mais considerando que a publicidade, como mencionado anteriormente, busca reproduzir os ideais do público que almeja atingir. Nos últimos anos, pudemos acompanhar peças que, inclusive, questionaram o senso comum e a própria generalização existente na publicidade do século passado, o que parece apontar para um novo rumo discursivo em consonância com as novas gerações de consumidores, que se apresentam menos passivas quanto aos discursos engendrados no senso comum da sociedade no século 20.

Em suma, mesmo que seja jogada de marketing e que, portanto, sabemos que o discurso pode mudar a qualquer momento para acompanhar novos ideais dos consumidores, prefiro os discursos sobre as questões sociais aos fechados do século passado. Estes, pelo menos, estão alinhados à ciência e podem contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva.

Link: https://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/850141/a-publicidade-que-toca-as-questoes-sociais

Elas chegaram ao cinema

Artigo publicado no jornal Cruzeiro do Sul, em 03/10/2017, página A2.

Roger dos Santos
Thífani Postali

A memória que se tem das personagens femininas no cinema, por muitas vezes, sugere a figura da moça delicada, inocente, ingênua, quando não a da doce mãe ou da figura materna que cuida melhor dos filhos do que de si própria. A representação da avó, quase um anjo, recebe as crianças, brinca, cozinha, comunica-se com a inocência, um perfil criado para existir como liberta dos problemas da vida.

O leitor pode ter se lembrado de figuras célebres no cinema do século passado que se relacionam com as considerações apresentadas, como Branca de Neve ou Cinderela, que nos desenhos do cinema e dos livros foram e são vistas por gerações até hoje. São textos que repisam o lugar da personagem feminina como impossibilitada da posição de decidir.

Nas produções mais recentes as mudanças são perceptíveis e a lista não é pequena, da animação ao cinema de ação e ficção, finalmente, elas chegaram.

Há 26 anos, em Exterminador do futuro 2, Linda Hamilton, ao interpretar Sarah Connor, viu seu papel repaginado em relação ao anterior, de sete anos antes, 1984. A Sarah Connor do segundo filme tinha conhecimento e treinamento militar, tinha um plano a ser executado, estava pronta ao ataque quando necessário.

No avançar dos anos, no contexto das economias globalizadas em que a mulher na vida real assume cada vez mais responsabilidades, chega-se à segunda década do século 21 com a mostra que as personagens femininas assumiram o protagonismo. Exemplo das grandes bilheterias atuais são Rey e Jyn Erson em Star wars; Rapunzel, não mais apenas uma donzela aprisionada; Merida, a princesa escocesa arqueira e consciente que seu futuro não será apenas de se seguir protocolos, e até João e Maria cresceram e se tornaram guerreiros.

Posto assim, parece que o cinema tem buscado reparar as formas de representações estereotipadas que dominaram a sua história. Todavia, mesmo com o protagonismo alcançado em alguns títulos, importa ainda a reflexão sobre as representações quando comparadas às dos personagens masculinos. Deve-se questionar sobre a quantidade e formas de representação a partir do roteiro, como “o que motiva a história dela?”.

Indagações como essa foram levantadas já em 1985, quando Alison Bechdel apresentou a tira A regra, cuja personagem feminina diz que só assiste a um filme se ele der conta dos requisitos: 1. Deve ter pelo menos duas mulheres; 2. Elas devem conversar uma com a outra e 3. Sobre alguma coisa que não seja homem. Isso porque a autora constatou que quase todas as obras cinematográficas não contemplavam essas condições, o que foi comprovado até pouco tempo em análises sobre os filmes hollywoodianos.

A representação do social é um tema delicado, pois as obras, de alguma forma, impactam no imaginário coletivo que, por sua vez, naturaliza os papéis de gênero. Estamos caminhando para uma melhora na representação do feminino, mas devemos nos atentar sobre o seu papel, pois, ainda que ativo, sua motivação deve estar também para além da relação amorosa com o masculino, como nos filmes de ação, cujo objetivo que move o herói é salvar o mundo, ainda que exista uma donzela na história.

Em suma, apesar de se usar como recorte a representação do feminino, essas reflexões cabem para pensarmos questões de gênero mais abrangentes e as representações sobre outros grupos sociais. Observa-se uma melhora significativa sobre a representação do feminino, mas ainda há muito que melhorar. Que todos cheguem com força!

Link para o artigo: http://www.monteirolobatosorocaba.org/materia/824794/elas-chegaram-ao-cinema

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Citação em livro

Capa Identidades em narrativa_citaçãoCitação em livro

Identidades e narrativas: prática e reflexividade na periferia.
De Leandro R. Pinheiro. Paco Editorial, 2016.

 

Citação em dissertação de mestrado

Citação em dissertação de mestrado

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
CENTRO DE HUMANIDADES
UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS

MÉRCIA FERREIRA DE LIMA

“Desacordes de gênero em um movimento artístico-cultural:
os lugares das mulheres no hip hop de Campina Grande-PB”.
Maio – 2016

Link para o trabalho: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/127/1/DISSERTAÇÃO%20MERCIA.pdf

Apresentação de trabalho em Congresso Nacional

40º CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO UNIVERSIDADE POSITIVO- UP – CURITIBA – PR
De 04 a 09 de Setembro de 2017

“ERA PARA SER SOBRE HIP HOP, MAS TORNOU-SE O ESPETÁCULO DO POPULAR: UMA ANÁLISE DO DOCUMENTÁRIO FALA TU”.

Thífani Postali

Link para o artigo: http://portalintercom.org.br/anais/nacional2017/resumos/R12-1308-1.pdf

Citação em artigo – Revista

Citação em artigo

Revista Internacional de Folkcomunicação

Tarde de milonga: apontamentos para uma análise folkcomunicacional do tango
Marcelo Sabbatini
Betania Maciel

RIF, Ponta Grossa/ PR Volume 12, Número 25, p. 43-56, maio. 2014
DOI – 10.20423/1807-4960/rif.v12n25p43-56

Link para o artigo: http://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/1902/1350

 

 

Citação em artigo – Intercom

Citação em artigo –
Intercom 2014

Tango, identidade cultural e desenvolvimento local: entre a apropriação da cultura
popular e o empoderamento através da Folkcomunicação
Autores: Betania MACIEL
Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE

Marcelo SABBATINI
Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE

Link para artigo: http://www.intercom.org.br/sis/2014/resumos/R9-0654-1.pdf

Citação em matéria – Revista Reverso UFRB

Meninas, vamos jogar?

Por Marcus Vinicius, 8 de junho de 2016
Cada vez mais mulheres se aventuram nos videogames, hoje já são 53% do publico brasileiro que joga. Embora essa crescente seja recente, elas já fazem parte desse mundo a muito mais tempo do que a maioria imagina.

O primeiro console da história, o Magnavox Odyssey 100, em agosto completará 44 anos de lançamento. Ele é considerado um marco na indústria dos videogames, pois deu o pontapé inicial à criação dos consoles caseiros , ou seja, os vídeo games que são vendidos para o uso doméstico como os famosos Playstation 2 e Super Nintendo. Percebe-se então que os vídeos games estão no dia a dia das pessoas a décadas, porém, muitos preconceitos ainda rodeiam esse brinquedo. Aliás, vídeo games são realmente simples brinquedos? Está aí um desses dogmas que parecem que não saem da década de 70. Thífani Postali diz no seu artigo intitulado O vídeo game não é mais brinquedo que “os jogos digitais não podem ser considerados brinquedos, já que as mudanças são visíveis, desde o público que os consome até a construção dos produtos. Os jogos passaram a ser vistos como uma nova mídia que, tão promissora, despertou o interesse das indústrias de publicidade, cinema e editoria.” Para se tiver ideia de quão grande e rentável é essa indústria,segundo dados da Newzoo, que é uma firma de pesquisa de mercado, os usuários deveriam gastar cerca de 91 bilhões de dólares em jogos em 2015, enquanto gastariam “somente” 39,1 bilhões com cinema, de acordo com dados da pesquisa da PwC.

VER COMPLETA: http://www3.ufrb.edu.br/reverso/2016/06/08/meninas-vamos-jogar/

Citação em artigo – Revista

Citação em  monografia e artigo em Seminário

XIII Seminário de Educação Física Escolar Educação Física Escolar:
sentir, pensar e agir na docência!

Artigo: HIP HOP: MOVIMENTO CULTURAL QUE MOVIMENTA A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Leandro Fontão; Rubens Antonio Gurgel Vieira

Link monografia: http://www.fefiso.edu.br/download/grupo_de_estudos/pedagogia_educacao_fisica/02.pdf

Citação em Artigo – Ebook UNESP

Citação em Artigo – Ebook UNESP

XII SEMANA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
Universidade Estadual Paulista
Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara – SP.

Artigo: MÍDIA, CULTURA PERIFÉRICA E A NOVA AGENDA DA ELITE MÍDIA
Jocimara Rodrigues de Sousa– EACH/USP EACH/USPEACH/

Link para e-book: http://www.fclar.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/StrictoSensu/Sociologia/anais-xii-semana-de-pos-graduacao-2013.pdf

Citação em Artigo – Intercom

Citação em Artigo – Intercom 2017

Artigo: Mulheres e resistência: a utilização do rap como instrumento de empoderamento e manifestação folkcomunicacional

Cileide Batista de SANTANA
Daiane de Medeiros LIMA
Andréa Karinne Albuquerque MAIA
Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB

Link artigo: http://www.portalintercom.org.br/anais/nordeste2017/resumos/R57-0763-1.pdf

Citação em artigo – Livro chileno

Citação em artigo – Livro chileno

Livro: Folkcomunicación en América Latina: diálogos entre Chile y Brasil

Artigo: El rap como narrativa de la marginalidad y espacio de abertura física e imaginativa. Un dúo hip hopero del sur de Chile y su rol social activo”

De: Rodrigo Cavieres Cárdenas e Cristian Delgado Sepúlveda
Universidad Austral de Chile

Baixar Obra:

http://bibliotecadigital.ufro.cl/bitstream/handle/123456789/12021/Folkcomunicaci%C3%B3n%20en%20Am%C3%A9rica%20Latina.pdf?sequence=1&isAllowed=y

 

Citação em artigo – Congresso UNIOESTE

Citação em artigo
Universidade Estadual do  Oeste do Paraná

BLUES E MANIFESTAÇÃO CULTURAL DE UM GRUPO MARGINALIZADO: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA DE ENSINO DE HISTÓRIA POR MEIO DA MÚSICA
Alana Rasisnki de Mello – UEPG2

Link: http://www.congressodorock.com.br/evento/anais/2013/artigos/6/artigo_simposio_7_441_alanarm@hotmail.com.pdf

Citação em artigo- UFCG

Citação em artigo
Universidade Federal de Campina Grande – UFCG

JOVEM E MULHER: UMA ETNOGRAFIA DA PARTICIPAÇÃO FEMININA NO HIP HOP DE CAMPINA GRANDE
Autora: Mércia Ferreira de Lima
Co- autor: Vanderlan Francisco da Silva

Link: http://eventos.livera.com.br/trabalho/98-1020741_30_06_2015_15-29-43_7280.PDF